PENÉLOPE VIAJANTE

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Viagens e Passeios: Represa de Nazaré Paulista - SP

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Penélope e Gaspar: uma bela dupla!


Era mais um sábado chuvoso em Atibaia – SP, nossa nova morada (e, por conseguinte, da Penélope). Acordamos cedo, a Ma e eu, e saímos cada um para resolver as pendências dos respectivos serviços.

Mesmo sob chuva, a maravilhosa cidade não perde o seu charme, tornando estes afazeres profissionais ainda mais agradável. É impressionante como aprendi, tão rapidamente, a gostar muito de Atibaia! Aqui, os trabalhos se tornam passeios e, mesmo sob um clima em tese indesejado, poderia passar o restante do fim de semana no cumprimento desta missão que, ainda assim, estaria feliz e me divertindo.

Devaneios a parte, finalizadas as obrigações, já no período vespertino, seria hora de brincar de verdade, algo que não fazíamos há algum tempo: os novos amigos Artur e o Fusca Gaspar (conhecidosnuma ocasião passada) iriam nos encontrar para aproveitarmos a chuva e nos enveredarmos por alguns dos milhares de belos caminhos da região. O objetivo, desta vez, seria realizar um roteiro completo no entorno da represa de Nazaré Paulista, seguindo para uma refeição no Hotel Pousada Fazendinha.

Saímos em um elemento de Besouros (conforme nomenclatura usual da aviação de caça, onde dois aviões voam em formação cerrada) e seguimos, a partir da Fernão Dias, pela Rodovia Dom Pedro I, sentido Jacareí, até a saída que dá acesso ao Bairro Parque das Águas, em Nazaré Paulista. A partir de então, a estrada desligou-se do asfalto e o caminho de terra que rodeava toda a represa passou a nos acompanhar, apresentando-nos toda a beleza do lugar.






O cenário ostenta uma beleza natural apreciável, sendo que, em dias de sol, esportes marítimos são bastante praticados na represa. A estrada de terra, apesar de um pouco lisa pela chuva do dia (e dos anteriores), estava bem conservada e não impunha maiores dificuldades. Andamos bastante tempo, em velocidade reduzida, até chegarmos ao ponto alto (até então) da brincadeira em se tratando de direção fora de estrada: uma descida longa, íngreme e bem lisa, já um pouco castigada por outros veículos que subiram pelo sentido inverso.

Eu sabia, pelo mapa, que existiria uma ponte ao fim dessa descida, permitindo-nos cruzar a represa e chegarmos ao restaurante da Pousada supracitada. Todavia, desconhecia o estado da ponte e, portanto, não sabia se a travessia seria possível e segura. Também tinha minhas dúvidas acerca da possibilidade de retornarmos caso necessário, já que a subida de volta seria complicada pela aparente insuficiente aderência. Considerando-se que estávamos em duas viaturas, acabamos entendendo ser viável seguir em frente.






Ao fim da descida, encontramos a ponte, cujo estado de conservação era muito bom. Assim, seguimos em frente e, poucos quilômetros depois, chegamos na Fazendinha.

Pelo adiantado da hora, e também pelas condições climáticas (afinal, não é todo mundo que gosta de se aventurar no meio do mato sob chuva), a mesa de comidas já estava sendo retirada, apresentando poucas opções. Independentemente disso, o pessoal do restaurante foi muito bacana e completou a panela de arroz e fritou os bifes na hora para nós (interessante que eles empregam como frigideira padrão para a fritura dos bifes aquelas panelas feitas de "prato" de arado de implemento de trator; diga-se de passagem, as melhores grelhas que existem!). O valor do self-service estava na casa dos R$ 35,90 / kg, o que julgo ser satisfatório em termos de custo-benefício.










  







Depois de abastecermos todos os tripulantes, foi hora de iniciarmos o caminho de volta, onde teríamos os tão aguardados desafios do fora-de-estrada.

Pelo fato de o Fusca Gaspar estar calçado com pneus originais, sugeri ao Artur que fosse na frente, de modo que a Penélope, calçada em “sapatinhos” do tipo militar, poderia prestar apoio em alguma eventualidade.

A primeira subida do regresso era aquela longa descida da vinda, com trechos íngremes e bastante lisa, a qual tive dúvidas que seríamos capazes de subir. Mas, de modo impressionante, e comprovando uma vez mais a absurda capacidade dos VW Sedan de transitar por estradas de terra, o Artur logrou êxito em sua investida, logo de primeira tentativa, atingindo o topo da subida, cruzando, inclusive, com uma belíssima Land Rover Defender que estava descendo (quando, provavelmente, o amigo jipeiro tentou entender o que faziam dois malucos de Fuscas naquele lugar, naquelas condições). A Ma, eu e a Penélope subimos na sequência, com ainda mais facilidade, devido aos ótimos pneus militares.

Felizes por termos superado este obstáculo, o qual, confesso, pensei (e até mesmo torci) que seria mais complicado, seguimos o caminho inverso margeando novamente a represa.

Já perto de chegarmos no asfalto, uma daquelas surpresas bacanas que o off-road nos proporciona: o Artur, depois de vencer com relativa facilidade a primeira subida, acabou relaxando e não subiu uma outra, menos desafiadora. Precisou voltar de ré. E, com um simples “bizu”, ultrapassou o ponto de dificuldade sem maiores traumas. Nesse ponto, aproveitei para conferir a tração dos pneus militares e iniciei a subida lentamente. A Penélope conseguia obter tração mesmo no chão liso e, em dado instante, comecei a bombear o acelerador. Esta técnica permite maximizar a tração e, desta forma, nossa Fusquinha começou a acelerar bastante, mesmo a subida íngreme e bastante lisa! Não raro, mesmo acostumado, impressiona-me a capacidade de tração em pisos ruins dos nossos brinquedos...

Finalizado o passeio, paramos em um posto para conversar um pouco e de lá seguimos para a nossa casa. O Artur e o seu valente Gaspar, por sua vez, ainda teriam de voltar a São Paulo (nada de anormal para uma dupla que roda o Brasil inteiro em fantásticas viagens!).

Mas a maior surpresa do dia ainda estava por vir...

À noite, “fuçando” no Facebook do grupo Cobras Jipeiros de Atibaia, vi que eles haviam feito o mesmo roteiro que nós (provavelmente um pouco antes, o que explicaria as marcas de pneus naquela descida perto da ponte).

Mas algo me deixou pasmo: aquela mesma subida que deu um pouco de trabalho aos nossos Fusquinhas foi capaz de deter dois Trollers que precisaram de apoio dos outros 4x4! Obviamente estes monstros do off-road não estavam equipados com pneus apropriados, mas, de qualquer maneira, não deixa de ser um registro interessante e que enche de orgulho a todos nós proprietários dos Volkswagen!






Nesse momento, faço uma pausa para deixar bem claro que o objetivo deste relato não é maximizar a rivalidade entre trilheiros 4x4 e 4x2, até porque, sejamos francos, é totalmente inviável e inconcebível comprar um Fusca com um Troller, que é um dos mais robustos e valentes jipes legítimos que existem (existem erosões e atoleiros pelos quais os jipes passam que certamente cobririam por completo um carro de passeio normal).


O baixo peso dos Besouros, contudo, permite alguns desempenhos surpreendentes em situações específicas, e, sem dúvida alguma, longas subidas lisas é uma delas!

Afinal de contas, não é por acaso que todas as cidadezinhas do interior mineiro, onde predominam relevos e estradas de chão, possuem muitos exemplares de Fuscas trafegando por suas ruas até hoje...


Nos vemos na estrada!

Especial: Um rápido encontro com um trio de novos amigos

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Dentre os muitos contatos que recebemos no Blog, um deles nos chamou a atenção pelo convite inusitado: o trio composto pelo Artur, sua namorada Mariana e o valente Gaspar, um Fusca 1.300L, ano 1977, queria se enveredar pelos caminhos tortuosos e viciantes do off-road.

Gaspar, Artur e Mariana são exímios viajantes terrestres, tendo já realizado façanhas muito bacanas com o Fusquinha, atingindo destinos como a Bahia e Espírito Santo, por exemplo. Uma equipe de respeito, sem dúvida alguma!

Obviamente, nós e a Penélope adoramos a ideia e, assim, num sábado a tarde, resolvemos brindar a entrada desses novos integrantes ao nosso universo lameiro, recebendo os novos amigos com muita honra e alegria!

Para realizarmos uma introdução gradativa, e aproveitando-se da disponibilidade de muitas adversidades naturais do local, fomos para o Terreno do Puma, em Atibaia - SP, que é um verdadeiro playground para os off-roaders.

Adentramos ao parque de diversões pelo acesso fácil, o qual, em dias secos, é transponível por praticamente quaisquer carros, ainda que os mais baixos possam sofrer alguns ralados em suas partes inferiores...







Iniciamos a brincadeira descendo uma rampa um pouco lisa com erosões leves, chegando na parte mais baixa do Puma, a qual, mesmo com o tempo tão seco, sempre ostenta enormes atoleiros. Optamos por não enfiar os Fuscas desnecessariamente em poças de lama tão fundas e, então, apenas circulamos pelo local, retornando pelo acesso da pista de aeromodelismo.

Na sequência, e objetivando aumentar gradativamente o nível de dificuldade (e por conseguinte de emoção) da brincadeira, saímos da parte média para acessar os locais mais altos do local, subindo por um caminho com erosões mais complexas e com grandes ângulos de inclinação.

Empregando-se a técnica correta, os besouros conseguem transpor sem dificuldades e sem esforços desmedidos os obstáculos. O Artur confessou-me ter ficado surpreso com a facilidade apresentada no avanço das erosões pelos nossos valentes carrinhos. Ainda que soubesse da inata habilidade dos VW Sedan no fora de estrada, ele afirmou que não esperava transpor trechos tão complicados com tanta facilidade!

Antes de encerrar a primeira incursão mais radical do Gaspar no fora de estrada, descemos e subimos alguns barrancos, demonstrando que a fama de valentia destas viaturas não é mero folclore.






As muitas horas e quilômetros percorridos ao volante do seu brinquedo certamente permitiram ao Artur ter grande intimidade com a viatura, haja vista que, apesar de ser a primeira vez em situações similares, ele demonstrou total controle sobre a máquina, logrando pleno êxito em todas as investidas, sem nenhum tipo de dificuldade!

Satisfeitos com esta primeira missão, e após alinharmos que não tínhamos vontade de atolar os carros no dia (algo que fatalmente aconteceria se optássemos por brincar nos atoleiros fundos ou nas erosões mais complicadas), decidimos encerrar esta pequena confraternização indo até a Pedra Grande, de onde contemplaríamos o por do sol.

Por infortúnio, uma frente fria havia chegado na região, de forma que o visual não permitiria ver o pôr-do-sol em todo o seu esplendor (ainda que seja muito bacana ver as camadas de nuvens praticamente na nossa altitude). Além do mais, estava um frio considerável lá em cima... muito embora o combatente seja superior ao clima.

Resolvemos descer e cada um seguir o seu caminho, pois o nosso mais novo casal de amigos ainda iria avançar mais um pouco pelo interior de São Paulo para participar da festa do morango em Jarinu-Atibaia. Diga-se de passagem, eles realmente gostam de rodar no Fusquinha...

É muito bacana ver que, a cada dia, nosso grupo de amigos trilheiros está aumentando... e a quantidade de Fuscas no comboio tem crescido exponencialmente!




Afinal de contas, como bem reforçou o Artur, e com todo o respeito aos colegas fusqueiros de outras tribos, mas, enquanto grande parte do pessoal está gastando fábulas de dinheiro para deixar o Fusca potente e bom de rodar no asfalto, muitas vezes sacrificando confiabilidade, nós, ao contrário, exploramos aquilo que ele faz de melhor, que é andar por onde muitos carros jamais ousariam sequer tentar... e com total e plena confiabilidade!

Parabéns, Artur e Mariana, pelas histórias, aventuras, pela viatura... e bem-vindos ao time!

Nos vemos na estrada!

Viagens e Passeios: Aniversário de Casamento em Monteiro Lobato - SP e região

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Há exatamente um ano, a Penélope realizou a Grande Missão, a mais importante desde que ela está conosco. Como não poderia deixar de ser, convocamos novamente a nossa valente protagonista para realizar outra inédita aventura: transportar-nos em uma pequena viagem de comemoração pelo primeiro aniversário de casamento meu e da Má.


O roteiro do trajeto e dos passeios, por diversos motivos particulares, acabou sendo definindo apenas de última hora. Mas, embora repentino, foi exatamente o que queríamos fazer: optamos por sair de São Paulo e ir para Monteiro Lobato, onde teríamos como base a fantástica Pousada Aconchego do Caboclo, dos amigos Fred e Karina. Aquela região maravilhosa seria explorada, então, a partir da conhecida hospedagem.

Antes de partir para a viagem, a Penélope recebeu os merecidos cuidados pelo Eduardo da Auto Mecânica Tsuzuki, quem promoveu-na uma oportuna troca de óleo antecipada (a primeira após a retífica do motor) e a regulagem das válvulas. Como resultado, nossa Fusquinha saiu da oficina bem mais silenciosa e com um funcionamento ainda mais regular! Na sequência, enchemos o tanque até próximo da linha de respiro (para obtermos o máximo possível de autonomia) e calibramos os pneus com uma pressão mais alta (20 psi na frente e 25 psi atrás), configuração essa que nos permitiria reduzir o consumo e maximizar a estabilidade na rodovia, especialmente nas curvas (que seriam muitas).



O caminho até Monteiro Lobato foi feito pelas vias tradicionais: saída de São Paulo pela Rodovia Presidente Dutra (SP021/BR116) e entrada em São José dos Campos para o acesso à Rodovia Monteiro Lobato (SP050), cujas paisagens são extremamente agradáveis, remetendo a um visual campestre de indiscutível beleza!



Por esse trajeto supracitado, rodamos aproximados 130 km em 02:30 hrs, haja vista que, além de nossa velocidade de cruzeiro não ser muito elevada (por volta de 80 a 90 km/h), a Rodovia Monteiro Lobato não permite que se abuse da velocidade devido às suas curvas fechadas.



Melhor assim, devagar e sempre. Afinal, deste modo fica melhor para desfrutar da magnífica paisagem desses caminhos especiais, que parecem acalmar a nossa alma!



Chegando na Pousada Aconchego do Caboclo, a recepção (como sempre) nos fez sentir como se fôssemos membros da família. E, diga-se de passagem, os nossos amigos Fred e a Karina estavam ansiosos por conhecer a famosa Penélope, uma vez que nunca tínhamos ido com ela até lá.



Depois de descarregar a nossa viatura, alocando tudo no confortável chalé que nos foi reservado, entregamos um pequeno presente nosso ao Bombeirão (o Fusca que é o faz tudo da pousada), o qual continha, dentre outras coisas, alguns acessórios retirados da Penélope e que estavam em satisfatório estado de conservação.



Seguindo a sugestão dos nossos anfitriões, optamos por almoçar no Restaurante Beira do RiachoO local, acessado por uma estradinha de terra perto da pousada, oferece uma oportunidade ímpar de desfrutar de uma comida tradicional e típica da região (misto de comida interiorana com mineira) e um ambiente decorado de forma bastante rústica, tornando o conjunto extremamente agradável para os visitantes. 



O local é altamente indicado para quem procura uma refeição diferenciada em Monteiro Lobato.



A comida é realmente gostosa e com muitas opções. Meu prato acabou sendo um misto de arroz, batata assada, lingüiça, bisteca de porco e muito, muito torresmo (deliciosos, por sinal!).



Após esse oportuno banquete, seguimos em frente pela estrada de chão rumo ao próximo destino: o Mirante da Pedra do Porquinho, distante aproximados 10 km (25 minutos) do restaurante. Deixamos o carro no local preconizado e seguimos a pé por uma trilhinha a pé relativamente curta (uns 200 metros), passeando pelo pasto e, inclusive, tendo a oportunidade de andar por entre cavalos, burros, vacas e bois.



O Mirante da Pedra do Porquinho também é chamado de Mirante de São Francisco, pois existe uma imagem de São Francisco que repousa sob uma das grandes pedras existentes no local. As duas maiores formações rochosas permitem que os visitantes atinjam seus topos através de escadas de madeira instaladas, as quais exigem um pouco de atenção por possuírem apenas um guarda-corpo (em apenas um de seus lados). 



Esse atrativo natural, embora fique em área particular, permite acesso gratuito pelos visitantes (os quais, diante da gentileza, no mínimo devem zelar por manter o local limpo e organizado), ostentando até mesmo uma pequena área de estacionamento. O visual de lá de cima, sobremaneira quando se está sobre das pedras, é realmente fantástico, permitindo-nos contemplar até mesmo São José dos Campos em dias de boa visibilidade.



Finda a visita na Pedra do Porquinho, decidimos passear em São Francisco Xavier (SFX). Retornamos alguns quilômetros pela estrada de terra e entramos em outra bifurcação, a qual nos levaria à Rua 15 de Novembro, que é uma continuação da Estrada Vereador Pedro David. Ambas estas ruas são asfaltadas e permitem o acesso por vias normais à SFX partindo de Monteiro Lobato, caminho preferível se o visitante estiver montado em um luxuoso, confortável, bonito e caro automóvel de plástico supermoderno, bastante baixo e de de tração 4x2 dianteira.



São Francisco Xavier é um reduto turístico que tem crescido consideravelmente nos últimos anos, tornando-se, aos poucos, um local bastante disputado. A cidade está evoluindo em termos de infraestrutura e opções de lazer, notadamente ecoturismo. Todavia, a cidade está ficando um pouco mais cheia do que o desejável, sendo que, devido a isso, optamos por retornar para Monteiro. Vale mencionar que de SFX é possível seguir, por estradas de terra, para Joanópolis e Monte Verde, opções interessantes de passeio para quem, assim como nós, gosta do sossego do mato.



Retornamos para Monteiro Lobato pela estrada tradicional de asfalto, quando, após algumas voltas no pequenino centro da cidade, regressamos à pousada para um oportuno descanso. Foi quando, numa conversa informal entre pessoas com mentalidade gordurosa, descobrimos que tinha sido aberta recentemente uma lanchonete no centro da cidade, ao lado da rodoviária. Acabamos não resistindo e fomos lá experimentar um lanche.



 Na Gi Lanches saboreamos um bom X-Tudo e um cachorro quente que, segundo a Ma, também parecia um X-Tudo, de tão recheado. Os dois lanches e dois refrigerantes de 600 ml culminaram em uma conta que não atingiu 40 reais, o que consideramos satisfatório. Após essa comilança, retornamos ao nosso chalé, não sem antes tirar uma foto da Penélope ao lado do Fusquinha que estava estacionado por lá também.



Como de costume, as jantas na Pousada Aconchego do Caboclo são aquecidas com os caldinhos oferecidos pelos proprietários do lugar (já incluso no valor da diária). Essa tradição começou porque, há alguns anos atrás, Monteiro Lobato não possuía opções de restaurantes e lanchonetes a noite, tornando quase mandatório o oferecimento de alguma refeição noturna pelas pousadas da cidade. Embora hoje exista opções no centro, o Fred e a Karina mantiveram a sua antiga tradição e oferecem todas as noites as saborosas opções de caldinho. E, por conseguinte, acabamos comendo ainda mais um pouco, indo dormir literalmente de barriga cheia!


No dia seguinte acordamos logo cedo para aquele que seria a programação mais corrida do feriado. Desfrutamos de um oportuno café da manhã na pousada (com direito ao tradicional misto-quente feito na chapa de pedra do fogão a lenha), e lá estávamos nós novamente na estrada. A manhã iniciara um pouco fria, mas, com o passar do tempo, as condições climáticas começaram a melhorar. Seguíamos pela SP050 com destino à Santo Antônio do Pinhal, distante aproximados 40 km de Monteiro. O trajeto é feito em aproximadamente uma hora. O objetivo seria visitar o Pico Agudo e a Cachoeira do Lageado. Sempre que possível, gostamos de refazer esse roteiro, pois, ainda amigos, a Má e eu passeamos por estes locais, sendo que, até hoje, temos algumas fotos de recordação daquela época, a qual gostamos de reviver pessoalmente de tempos em tempos.



Santo Antônio do Pinhal é uma cidade bastante conhecida, atraindo, por isso, muita gente. Saindo do centro da cidade, a subida para o Pico Agudo tem 11 km de distância e dura por volta de 35 minutos, sendo que a estrada está em boas condições (mesmo com a chuva leve) e com trechos calçados nas partes mais íngremes, de forma que qualquer carro consegue atingir o seu topo.



 Lá de cima é possível contemplar uma paisagem deslumbrante, sendo que, em alguns dias, o pessoal do voo livre comercializa passeios aos eventuais interessados.



Do Pico Agudo nos dirigimos para a Cachoeira do Lageado, acessível por algumas opções de estradas (parte de terra e parte asfaltada), em bom estado de conservação. O valor da entrada é de 5 reais, sendo que a distância da portaria do local até a cachoeira é de apenas 200 metros aproximadamente. Devido à nossa história (minha e da Má), gostamos muito dessa cachoeira especificamente... pois, de certa forma, podemos dizer que ela, de algum modo, impulsionou nossa amizade, anos atrás, culminando em um casamento!



Após desfrutarmos destas duas belas atrações naturais, decidimos almoçar antes de iniciarmos o deslocamento para Campos do Jordão. Por indicação do Fred, sabíamos que o restaurante Krokodillo havia aberto uma filial em Santo Antônio, de forma que acabou sendo esta a nossa opção. A casa trabalha com basicamente três opções: a la carte, self-service por peso e self-service a vontade. A Ma optou pela variante com pesagem e eu, por óbvio, pelo buffet livre. O custo benefício do local (R$ 38,80 a vontade com sobremesa inclusa por pessoa ou o mesmo valor por quilo) foi por nós considerado muito bom, tendo em vista a cidade ser um roteiro turístico, sendo, portanto, uma excelente opção para quem estiver passeando pela região.



Depois de enchermos as nossas barrigas, foi a vez da Penélope receber gasolina em seu tanque. E, com tudo pronto, partimos para Campos do Jordão, distante aproximados 25 km, a serem percorridos em 30 minutos. O objetivo da ida até Campos foi bastante específico: coincidência ou não, a Esquadrilha da Fumaça faria uma apresentação na cidade nesse dia, o que nos levou a encaixar o show no nosso planejamento festivo, haja vista que não é sempre que a Fumaça se apresenta no local em que você vai estar, durante a comemoração do seu primeiro aniversário de casamento. E, como tudo isso tem muita importância em minha vida, seria injustificável perder a oportunidade, ainda que, por infortúnio, os amigos da turma Áquila / Razak da FAB que estão na Esquadrilha não estivessem por lá.



Pelo site do EDA, pegamos as coordenadas do local exato onde seria feita a apresentação e para lá fomos. Chegamos um pouco cedo, mas acabou sendo bom para encontramos um bom lugar para ficar (e para parar a Penélope, sempre sob meu olhar atento).



A apresentação, como de costume, demonstrou o elevadíssimo padrão do nosso time. Voando uma aeronave de projeto e fabricação brasileira (A-29 Super Tucano), nossos aviadores comprovaram que, em que pese a absurda crise política, econômica e social que assola o país, ainda existem coisas que funcionam por aqui, desde que sejam comandadas por pessoas preparadas, de elevada envergadura moral. O mais bacana das novas aeronaves é que algumas manobras fantásticas abolidas durante a era T-27 voltaram (chumbóide e lancevak), muito embora, devido ao envelope do novo avião, o display da apresentação tenha ficado um pouco mais alto e afastado do público do que no período do T-27 Tucano. Merece destaque a nova pintura dos pássaros alados: com a bandeira brasileira belissimamente estampada na cauda das aeronaves, nosso orgulhoso time demonstra um pouco do que fazem os nossos militares pelo bem da nação, sejam eles das Forças Armadas ou suas Auxiliares, merecendo uma singela homenagem neste nosso blog!


Depois da apresentação, acabamos pegando um baita trânsito para sair do local devido ao excesso de veículos por conta do show da esquadrilha, espetáculo que costuma atrair multidões. Após nos livrarmos do engarrafamento, o trajeto até Monteiro Lobato, de aproximados 60 km, foi percorrido em pouco menos de 2 horas, sendo que acabamos chegando na pousada já no anoitecer, quando tivemos uma nova oportunidade de saborear o caldinho antes de dormir.

No dia seguinte, o último do feriado, acordamos sob chuva que, aliada ao tempo frio, foi um verdadeiro convite a ficarmos na cama mais um pouco, o que de fato acabou acontecendo. O café da manhã, acompanhado de ovos mexidos dessa vez, foi degustado de forma mais lenta, com muita prosa, quando a Karina nos prometeu organizar um belíssimo almoço em uma próxima oportunidade.



Pelo nosso planejamento, seguiríamos até São Bento do Sapucaí (40 km percorridos em 01 hora). A ideia inicial era visitar a Pedra do Baú, mas, diante do tempo parcialmente fechado, optamos por deixar a atração para uma próxima. Na contrapartida, conhecemos um lugar diferente, chamado Cachoeira dos Amores, onde é possível chegar de carro até na parte alta da cachoeira, cujas belas paisagens ostentam muitas pedras e um pequeno local para banho.



 O acesso custa 5 reais por pessoa e o local é bem cuidado, com amplas áreas para estacionamento.



Além da cachoeira, existem belíssimas paisagens espalhadas ao redor das quedas das águas, que são as atrações principais.


Depois dessa visita, pelo adiantado da hora, percebemos, com a ajuda do Waze e do Google Maps, que o retorno a São Paulo já ostentava bastante trânsito. Assim, optamos por seguir até Gonçalves – MG, cidade localizada a 20 km de São Bento. Vale mencionar que existe um passeio off-road fantástico ligando essas duas cidades (São Bento do Sapucaí e Gonçalves), cujo trajeto é conhecido por Estrada da Serra da Balança. Todavia, por ser um caminho com alguns pontos mais complexos em termos de obstáculos fora de estrada, por estarmos sozinhos e por ter chovido, descartamos a ideia de seguir por esse belo roteiro. Assim sendo, chegamos à Gonçalves por estradas convencionais, de asfalto, quanto tivemos a oportunidade de tomar um delicioso chocolate quente suíço, pelo qual já há bastante tempo aguardava.

De Gonçalves seguimos para Cambuí por uma estrada de terra muito bacana, de aproximados 30 km, possuidora de um visual fantástico em alguns trechos, a qual passa por Costas, Córrego do Bom Jesus e finalmente Cambuí. Essa estradinha, além das belas paisagens, guarda consigo opções interessantes de almoço e ecoturismo, sendo merecedora de um passeio mais específico e pontual no futuro. Nesse trecho, vale mencionar, a Penélope demonstrou mais uma vez todo o diferencial dos Fuscas, conseguindo trafegar no chão esburacado em velocidades mais elevadas, em total segurança, e sem maiores riscos de quebras, graças aos seus pneus diagonais (com calibragem mais baixa) e sua suspensão independente nas quatro rodas.

De Cambuí seguimos pela Rodovia Fernão Dias (BR381) por aproximados 150 km, percorridos em pouco menos de 3 horas devido ao grande trânsito de regresso de feriado. Perto de Atibaia, inclusive, o nosso perspicaz Waze nos desviou do trânsito parado por algumas estradas de terra, permitindo-nos adiantar um pouco o horário de chegada.

Chegamos em casa já no final do dia, após mais de 700 km percorridos e muitos lugares visitados. O saldo da viagem, como esperado, foi extremamente agradável, sendo uma comemoração do primeiro ano de casamento realmente nos moldes que gostamos!

Sem dúvida alguma, a Penélope se sente honrada por ser a escolhida para estas missões especiais. Afinal de contas, em que pese a sua idade, é uma viatura que aguarda sempre ansiosamente o chamado dos donos, estando pronta, a todo instante, para ir comprar pão na esquina ou para “dar volta ao mundo” enfrentando diversos tipos de condições e obstáculos!

O álbum de fotos dessa viagem pode ser visto aqui, em nossa página no Facebook!

Nos vemos na estrada!