PENÉLOPE VIAJANTE

Um Blog para todos que adoram Fuscas, Aventuras, Passeios, Viagens, Off-Road e carros em geral!

Sobre a nossa Marca

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Convenhamos: o Blog da Penélope estava merecendo um logo profissional!

Com um crescimento tão rápido, nossas páginas já receberam milhares de leitores, aos quais precisamos retribuir com todo o profissionalismo possível - já que carinho e dedicação foram empregados em plenitude desde o nascimento desta ideia!

Criada por Lucas Pereira Ricciardi, Diretor de Design da Ostegn, nossa marca foi baseada no conceito Vintage, cujo estilo clássico e antigo casa natural e perfeitamente com tudo o que representa o Fusca. Afinal, ter um besouro é mais do que ter um carro que fez história; é ter o carro do século; é ter um estilo de vida próprio!

O logotipo também procura ilustrar a Penélope em uma de suas costumeiras viagens por locais inusitados, quebrando paradigmas e extrapolando os preceitos do status quo, sendo tal feito simbolizado na gravura da barreira rompida pelo carro em seu deslocamento. Paralelamente, a superação da barreira simbólica reitera a capacidade de vencer obstáculos que os Fuscas possuem, permitindo-os realizar feitos inacreditáveis e impossíveis para outros carros normais.

E, para melhorar ainda mais isso tudo, adquirimos o endereço virtual www.penelopeviajante.com.br

Nossa marca é prova inconteste e que profissionalismo e paixão podem andar juntos, ombreando em uma marcha que leva ao sucesso!

Oportunamente, agradecemos o empenho e dedicação de Lucas Pereira Ricciardi e Thiago Pereira Ricciardi - nossos primos - que muito tem nos apoiado neste e noutros projetos!

E, sem dúvida, não posso deixar de mencionar meus irmão Pablo Pereira Domingos e Diego Pereira Domingos, muito menos a amiga, namorada, noiva, futura esposa, parceira, companheira Marília Bolzan Cremonese (agora, mais Fuskeira que nunca...) pelo carinho, pela força e pela dedicação para que tudo isso se torne cada vez mais real!

Obrigado a todos!

Nos vemos na estrada!

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Dicas Técnicas: Melhorando o ronco do Fusca

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Fuscas são naturalmente barulhentos. Diria até que a extrapolação sonora é algo original de fábrica.

Existem muitos fatores contribuintes para tal condição. Os motores Boxer refrigerados a ar são costumeiramente mais ruidosos que os motores mais comuns refrigerados a água, característica esta que, unida ao pouco isolamento termoacústico, gera o conhecido resultado: muito do barulho proveniente do motor passa diretamente para o habitáculo.

Tais fatores supracitados explicam em grande parte o porque dos besouros serem tão ruidosos. Mas ainda há mais problemas...

O barulho exagerado é também maximizado por outros fatores que vão além das restrições de projeto. Se considerarmos que grande parte dos VW Sedan perderam o pouco do já econômico isolamento acústico em reformas e manutenções mal feitas, e que os escapamentos do tipo original fabricados atualmente são em sua maioria bastante ruins, temos os ingredientes suficientes para perturbar a ordem pública e nosso próprio aparato auditivo.

Quando em sua condição original, os Fuscas tem um nível de ruído interno até que aceitável. Mas, atualmente, está cada vez mais difícil encontrar materiais bons para reposição, similardx em qualidade aos originais da época. Apenas para citar um exemplo, aponto as ponteiras do escapamento:  é quase impossível encontrar ponteirinhas que assoviam como as originais, uma vez que a maioria das ponteiras disponíveis para a venda na atualidade estala um barulho desagradável.

No atual processo de reforma da Penélope decidi dedicar um pouco mais de atenção ao escapamento. Não porque eu quisesse transformá-la numa viatura com um barulho estrondoso e amedrontador. Nada disso. Não iria combinar com a proposta e com o estilo do carro. Pelo contrário: queria algo que tornasse o barulho do motor mais agradável, com um som mais grave, e, se possível, reduzindo a intensidade deste som que atinge o habitáculo. E, certamente, daria preferência por embutir o escape dentro da saia, já que em eventuais incursões off-road um pouco mais pesadas as ponteiras originais são sempre machucadas.

Para quem quer tornar o besouro extremamente silencioso, uma alternativa às ponteiras originais seria o sistema de escapamento dos Fusca Itamar, os quais possuem configuração bem mais silenciosa do que a existente nos demais anos e versões. Outra possibilidade seria a de garimpar peças de qualidade similar às originais. Ou, então, adaptar algum conjunto de escape, abafador, silenciador, etc.

Diante das possibilidades e almejando um custo - benefício interessante, optei por pesquisar alternativas a serem colocadas com o mínimo de adaptações possíveis. E, após essas pesquisas, observações e experimentações, optamos por instalar na Penélope o sistema de escape dos Pumas.



Embora exista o problema dos fluxos cruzados de escapamento, no modelo de escape da Puma os tubos ficam totalmente embutidos dentro da saia traseira do Fusca.


No catálogo da Tuper encontramos o modelo pretendido. A ele acrescentamos uma ponteira universal, a qual tornou o barulho mais grave, porém mais silencioso e bem mais gostoso de ouvir, tanto para quem está dentro quanto para quem está fora do carro.



As peças fabricadas pela Tuper ostentam boa qualidade geral, sendo os encaixes precisos e, normalmente, dispensam o uso de solda para a instalação. Favor não reparar na sujeira sob a Penélope, mas ela tinha feito um passeio com bastante lama antes desta revisão.


Embora não seja uma modificação obrigatória para quem quer se aventurar no fora de estrada, esconder o escamento e sua ponteira integralmente dentro da saia ajuda bastante a preservar tais apetrechos, evitando que eles se choquem contra o solo em erosões, facões, subidas e descidas extremamente íngremes, etc, pois a configuração melhora o ângulo máximo de saída dos besouros.

Ao término da instalação, como esperado, evidenciou-se que a opção escolhida proporcionou ganhos consideráveis no que se refere ao abafamento do som do motor boxer. O barulho diminuiu um pouco e passou a incomodar bem menos dentro do carro, já que a intensidade sonora é mais grave, criando uma condição mais confortável e audível, o que é fundamental em grandes viagens.

Do lado de fora, o ronco ficou muito gostoso de ouvir, notadamente quando se acelera bastante para obter arrancadas mais fortes e com maiores RPM.

Vale frisar que, no dia da instalação, testamos várias configurações de montagem: só com o conjunto original do Puma completo; sem o abafador e a respectiva ponteira do Puma mas com o abafador e ponteira universal (olhando-se para a foto abaixo, o abafador do lado esquerdo é o original Puma e o do lado direito o universal); e com ambos os silenciadores, sendo que o escape final fica por conta do abafador e ponteira universal. Consideramos que foram obtidos os resultados mais interessantes com a terceira opção.



O sistema de escape do Puma (abafador a esquerda) trabalhando em conjunto com o abafador universal (a direita) tornou o barulho do motor boxer mais agradável e menos incômodo.


Apenas para balizar uma eventual pesquisa, em maio de 2015, foram gastos aproximadamente 200 reais para a compra do sistema de escape. Um pouco mais caro que o sistema normal a ser utilizado no Fusca, mas que, sob a óptica da relação custo-benefício, passa a ser uma opção interessante a ser considerada.



Esta imagem deixa bem claro que o conjunto fica praticamente todo escondido sob a saia traseira do besouro. Opção esteticamente interessante para alguns, mas que desagrada outros. No caso da Penélope, tal condição é bem vinda, pois protege o escapamento em situações mais complicadas no fora de estrada.


A prova de fogo: colocar o carro na estrada e andar em todas as condições - retas, subidas e descidas - e velocidades.



Testando o resultado na Rodovia Fernão Dias. Certamente houve ganhos consideráveis na questão do ruído interno, pois, além do barulho ter sido diminuído, o ronco mais grave incomoda menos e é bem mais agradável, especialmente em longos tempos de uso e exposição ao ruído.


Na oportunidade do dia do teste mostrado no vídeo acima, coloquei a Penélope em condições de um off-road leve, com pequenas erosões e facões. Como era de se esperar, o escapamento não pegou em nada e, em momento algum, houve o receio de atingir as ponteirinhas originais... afinal, elas não mais existem!



Vista de lado, evidencia-se que a ausência do par de ponteiras na traseira do Fusca eleva consideravelmente seu ângulo máximo de saída, o que é importante para uma viatura que se destina a explorar lugares diferentes.


Se há algum aspecto negativo a ser ponderado neste projeto é a possível redução de torque em baixas RPM, fato esse relativamente esperado, haja vista que o encontro dos gases de exaustão no fluxo cruzado tendem a proporcionar tal perda característica.

Todavia, preciso aprofundar os testes para poder afirmar com mais certeza se isso - a perda de torque - de fato aconteceu. Tão logo tenha um resultado mais conclusivo, disponibilizar-lo-ei neste blog para que todos possam acessá-lo.

De qualquer modo, o somatório dos aspectos positivos e negativos, até o momento, tem sido bastante satisfatório.

Menos barulho e som mais gostoso. Vale a pena!

Nos vemos na estrada!

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Viagens e Passeios: Terreno do Puma - Atibaia - SP

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Dia 17/05/2015, domingo. Logo cedo. Apesar do frio gostoso que faz a cama me segurar mais do que o de costume, desperto animado.



É dia de brincar com a Penélope num dos vários trechos do Terreno do Puma, em Atibaia - SP.


Estávamos Eduardo Cremonese (meu cunhado) e eu (o autor) dentro da Penélope andando pela Rodovia Fernão Dias, enquanto nos contorcíamos para cabermos (nós dois mais um aeromodelo) dentro do limitado espaço do Fusca.

O objetivo principal e inicial era ir até o Terreno do Puma, em Atibaia - SP, para voar o aviãozinho de rádio controle que levávamos e, também, obviamente, para experimentar a Penélope na estrada após a primeira etapa da reforma (quando, dentre outras coisas, mudamos o seu escapamento na esperança de obter um pouco mais de silêncio - ou menos barulho, como preferirem).



Pela Rodovia Dutra é possível acessar facilmente a Rodovia Fernão Dias. A placa nos corteja: de Fusca a viagem é sempre boa.


Meu citado cunhado, oportunamente, iria me acompanhar nesse passeio para realizar algumas fotos dos aeromodelos na pista do Aeropuma (já que ele, competentemente, mantém um blog de notícias de aviação e de tudo o que voa, chamado Aviação e Notícia). Invariavelmente, também iria contribuir para com o nosso presente blog, registrando algumas fotos da personagem principal deste certame.



Penélope parada no "estacionamento" ao lado da "pista" de aeromodelismo no Aeropuma.


Para quem não conhece, Atibaia é uma interessante cidade localizada a aproximadamente 65 km do centro de São Paulo - Capital. Pela Rodovia Fernão Dias gastamos um pouco menos de 01 hora no trajeto, mantendo velocidades compatíveis com os limites legais da estrada.



A caminho de Atibaia - SP pela Rodovia Fernão Dias. A estrada, diga-se de passagem, está em satisfatórias condições, bem diferente do passado, quando era péssima. Pelo custo-benefício dos pedágios que nela foram instalados, considero que a iniciativa trouxe resultados positivos. Só não podem extrapolar os valores, como ocorre na maioria das estradas do Estado de SP, cujos pedágios ostentam valores esdrúxulos e incompatíveis.


Abandonando a Fernão Dias pela saída principal para Atibaia, entramos na Avenida Jerônimo de Camargo e nela prosseguimos até chegarmos ao famoso Terreno do Puma, cuja diversidade de acessos atende a praticamente todos os tipos de viaturas: Pela Rua Vila Rica, temos o acesso mais comumente usado pelo pessoal do aeromodelismo, pois é a maneira mais fácil de adentrar ao gigantesco terreno, sendo, portanto, o roteiro ideal para a maioria dos carros normais que para lá vão objetivando apenas a prática do aeromodelismo, sem pretensões off-road. Entramos no Puma por este caminho, inclusive. Outra opção - mais divertida - é o acesso pela Rua Francisco Mendes, cujas condições de off-road leve permitem um pouco adrenalina com a viatura. Indico esta opção para quem tem pelo menos algum tipo de experiência no assunto e esteja com montaria adequada (4x4 ou Fuscas e similares, por exemplo), já que carros normais até podem transpor o trecho, mas, eventualmente correm o risco de sofrerem algum tipo de dano (o caminho se faz acompanhar de algumas pequenas erosões e facões).



Com a Penélope em segundo plano, o excelente aeromodelo Águia 40 T da extinta Amano Model's Factory posa para a foto. Esse é o brinquedo que nos acompanhou dentro do carro, fazendo-me pensar em acelerar o processo de instalação de engate ou bagageiro de teto no carro.


Numa próxima oportunidade, faremos uma postagem mais completa sobre o Puma, mostrando tudo o que é possível de se fazer nesse divertido lugar, afinal, o local é praticamente um parque de diversões. Lá temos áreas para a prática de off road com motos, carros normais, com carros aventureiros, com Fuscas, gaiolas, jipes e afins. Para todos os gostos, tipos de desafios e níveis de dificuldades.



Para quem gosta de fugir da loucura instalada das grandes cidades, Atibaia oferece uma série de atrativos naturais. A paisagem em alguns locais é de uma relaxante beleza. Ao fundo desta foto, conseguimos vislumbrar uma parte da famosa Pedra Grande, a qual receberá em breve uma merecida postagem.


E, além disso tudo, ainda há uma enorme pista utilizada para a prática de aeromodelismo, de helimodelismo, de drones, de automodelos off-road, etc. Enfim, é ou não é um parque de diversões?

Para completar tudo isso, e fechar com chave de ouro, ao contrário de muitas outras turmas de modelismo, no Aeropuma há espaço para todos voarem e se divertirem. Por isso me desloco até lá sempre que quero brincar com os aviões! É muita coisa boa reunida num só lugar!



Quando estiver no Puma, olhe para qualquer direção: há sempre uma bela paisagem!


Infelizmente, porém, o aviãozinho que estava conosco na Penélope apresentou uma pane durante o seu abastecimento (uma mangueira de combustível se rompeu), e como eu particularmente não gosto de fazer manutenções corretivas na pista, optei com não voar com o fantástico Águia 40T. Por um desses acasos do destino, meu amigo Wallace queria testar um novo projeto de sua autoria, proporcionando-me, assim, a oportunidade de realizar ao menos um voo. Deste modo, não voltei para casa sem voar nada!



Pista grande, turma fantástica e paisagem bonita. O que mais um aeromodelista poderia desejar? (Que não tivesse ocorrido a pane - conclui o leitor astuto).



Projeto do amigo Wallace voando. Como eu costumo dizer, com um motor bem forte qualquer coisa voa! Brincadeiras a parte, recomendo a todos os aeromodelistas conhecerem o Aeropuma. Além do local fantástico para voo, a turma é extremamente divertida e bem receptiva (características estas que faltam em alguns outros diversos locais...).


Se por um lado foi frustrante não voar meu estimado Águia (o qual, na verdade, é mais do Diego - meu irmão - do que meu...), a ida até lá foi positiva por encontrar os amigos, pelas fotos e, sem dúvida alguma pela diversão na volta. Afinal, se não foi possível relaxar com a emoção do voo, relaxamos brincando com a Penélope no trajeto da saída um pouco mais complicada.



Subindo para sair do Puma por uma rota mais divertida. Com um Fusca, entretanto, emoção de verdade só se chover (e muito!). Ainda assim, a brincadeira é divertida!


Como era previsto, nossa valente Fusca superou todos os obstáculos com uma invejável desenvoltura.



Mesmo completamente original, o desempenho fora de estrada de qualquer Fusca é digno de admiração.



Subindo com total facilidade, a Penélope honra a sua espécie.



Neste vídeo evidencia-se a fantástica capacidade da suspensão traseira dos besouros, a qual consegue promover tração mesmo em erosões e facões que fazem o pneu dianteiro sair completamente do chão.



Obstáculos transpostos. Sem novidades. Afinal, Fusca, é Fusca!


Por fim, um agradecimento especial ao meu cunhado Eduardo Bolzan. Através da amizade e do companheirismo tipicamente FABianos, muito tem nos ajudado neste nosso projeto! Um dia, talvez, convenço-o a comprar um Fusca para completar ainda mais este Blog!

Nos vemos na estrada!

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Casos e Causos: O Barrinho e a PRF

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Certa vez, nossa empresa estava prestando um serviço / fornecimento a uma multinacional em Seropédica - RJ. Estávamos com o cronograma bastante justo e, por uma infelicidade de um dos nossos fornecedores, uma remessa de um necessário material atrasou.

Quando este material finalmente ficou pronto, o fornecedor carregou o caminhão que faria o frete, e este partiu imediatamente para o Rio de Janeiro, na esperança de evitarmos mais atrasos em nosso cronograma de obras, afinal, era um cliente importante (como todos os clientes geralmente o são).

Após algumas noites de tensão, preocupado com o atraso do fornecedor, finalmente teria a aguardada oportunidade de dormir em paz, com a cabeça mais tranquila, pois agora tudo finalmente estava ocorrendo conforme o esperado. 

Mas que grande engano!

Passadas algumas horas da boa notícia, liga-me novamente o fornecedor. Pelas suas tentativas de fala atropelada e ininteligível - fosse um Fusca apostaria que estava fora de ponto - conclui que algo de (muito) ruim tinha acontecido.

Na pressa de enviar o produto, o fornecedor - que já estava com o prazo mais do que explodido - esqueceu uma peça fora do caminhão. E este, por sua vez, já estava para lá da divisa de São Paulo com o Rio de Janeiro. Pedir para o caminhão voltar seria inviável, pois já tínhamos avisado o cliente do início do translado  e prometemos que o material estaria lá antes do fim do dia. Pensei em enviar outro caminhão apenas para levar a peça esquecida, mas recordei-me da exigência feita pelo cliente que o material deveria entrar de uma só vez, utilizando a mesma nota fiscal, num único registro de entrada.

Sem enxergar outra opção praticável, que coubesse dentro da estreita relação tempo-custo-beneficio, e considerando que precisaria levar a peça de forma rápida, segura e ágil, conseguindo encontrar o caminhão na estrada, ou no máximo na entrada dá unidade do cliente, até o fim do dia, não exitei: tomei a mais improvável das decisões naquele momento (assim como você, leitor, também pensei em alugar um helicóptero. Mas, pesquise o preço da hora de voo de um destes, e entenderá o porquê de rapidamente uma alternativa ter surgido brilhantemente em minha mente, na ocasião).

Traçado mentalmente o plano, avisei o fornecedor que iria carregar a peça dentro de alguns minutos. E qual não foi a surpresa dele ao avistar o Barrinho em frente à sua empresa.

- Que horas chega o caminhão - ele me perguntou.

- Já chegou. O Fusca irá levar - eu respondi, sendo fuzilado por um olhar incrédulo e debochado daqueles que me rodeavam no momento.

O Barrinho tinha sobre si um par de racks de teto reforçados e soldados em sua carroceria, os quais, atuando em conjunto com os ganchos de amarração adaptados nos pára-choques, já levaram coisas improváveis para os locais mais inacreditáveis.

Amarrei o piso metálico em forma de grade nos racks, adentrei à Rodovia Dutra e parti em disparada para o objetivo. Tinha de chegar junto com o caminhão, até o fim do dia em Seropédica - RJ.



Barrinho com a "preciosa" carga em seu rack. Voando baixo na Dutra para cumprir sua missão!


Andando o tempo todo no limite da velocidade permitida na rodovia, aproveitava as descidas para embalar para as subidas, de forma a não deixar o valente carrinho desembalar e, assim, atrasar a viagem que estava cronometrada.

Para atrapalhar um pouco mais o já desengonçado dia, pegamos uma chuva bem forte perto de Resende - RJ. Mas tínhamos de seguir em frente, evitando ao máximo qualquer perda de tempo. Prosseguimos com cautela redobrada. Nessas horas, os pneus originais, desde que em muito bom estado, levam vantagens sobre os pneus excessivamente largos, pois, como o Fusca é bastante leve, pneus largos em demasia facilitam aquaplanagens.



Existem dias em que as coisas se unem para atrapalhar: para dificultar a já complicada missão, uma chuva forte na Dutra (no momento da foto, a chuva já estava bem fraca).


Passada a tempestade, veio a bonança. As coisas se acalmaram e tudo passou a prosseguir de maneira mais tranquila.

Mas, novamente, por pouco tempo.

Bem adiante,vi um posto de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Ainda que estivesse dentro dos limites legais de velocidade, o policial deve ter pensado o que qualquer pessoa sensata pensaria naquela situação: o que faz um Fusca, nessa velocidade, com um troço não identificável em cima dele?

Para complicar mais um pouco meu apertado tempo, ele me mandou encostar para uma abordagem cotidiana, a princípio.

A fiscalização ocorreu como de praxe: documentos do veículo checados; habilitação checada. Tudo dentro dos conformes. Ainda incrédulo, o agente efetuou um três - meia - zero ao redor do Barrinho. Exceto pela aparência propositadamente não cuidada, o carro estava impecável, cumprindo rigorosamente todas as exigências legais.

- Há algo errado no carro? Alguma coisa pendente... o extintor por exemplo? - Perguntou o policial.

- Negativo - Respondi naturalmente (o negativo saiu de forma um pouco automática, até pela pressa e pelo costume, mas, provavelmente ele entendeu este negativo como uma forma de, digamos, brincadeira de mau gosto).

Na sequência, par resumir os fatos, ele quis saber de onde eu vinha, o que fazia, e para onde ia. Respondi às pressas, o que deve ter encucado ainda mais o já nitidamente encucado policial (e, sejamos honestos, fato este perfeitamente compreensível).

Expliquei tudo novamente, desta vez com mais calma. Mas, ao afirmar que precisava estar em Seropédica - RJ até a tarde, algo o incomodou. Será que ele considerou o feito impossível para um velho Fusca?

E, assim, "gentilmente " fui "convidado" a fazer o teste do bafômetro em plena Dutra. 

Considerando-se que eu basicamente só bebo Coca-Cola, o teste deu negativo (alguém do marketing da Coca poderia, gentilmente, retribuir a publicidade aqui espontaneamente prestada?).

Meio sem entender o que de fato acontecia, o policial me desejou boa viagem.

Com todo o respeito que honrosamente merecem os bons policiais do país, mas ver a imagem da "cara de sem entender nada" do correto policial rodoviário, oportunamente checada pelos retrovisores, foi algo impagável. Talvez ele tenha duvidado da minha versão da história. Ou talvez ele tenha pensado que eu não iria cumprir meu objetivo...



Barrinho após a fiscalização da PRF, que provavelmente considerou improvável que alguém sóbrio estivesse fazendo o que eu fazia, e contanto a história que eu contava.


Bem, o leitor deve estar imaginando que o final desta história não foi feliz, com tantos contratempos, não?

Mas o Barrinho sempre soube que missão dada é missão cumprida!

Na hora prevista, estávamos lá. Entrei com o Barrinho junto do caminhão.

O pessoal da portaria de carga nitidamente não entendeu o que um Fusca fazia no meio daqueles caminhões, carregando uma pequena carga para ser entregue.

Pernoitamos e voltamos no dia seguinte.

A viagem de volta foi bem mais tranquila. Especialmente pela certeza do dever cumprido.



A placa na Dutra nos dá as boas vindas: nada como voltar para a casa após tamanha correria!



Bem mais tranquila, a volta proporcionou até momentos de descontração: nessa imagem, flagramos uma S-10 bastante levantada, quase um Bigfoot.


Nos vemos na estrada!

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Dicas Técnicas: Polainas do Fusca

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Mesmo o mais desleixado proprietário dificilmente não olha e não e admira um automóvel bonito, bem cuidado e equipado com itens de bom gosto. Se for um antigo ou clássico, então, melhor ainda!

Carros exercem certo fascínio em grande parte das pessoas. E, de algum modo, os Fuscas são observados sempre com alegria e nostalgia. Não é para menos!

No meu caso particular, eu sempre admirei besouros equipados com polainas cromadas. Todavia, nunca as coloquei em nenhum dos meus Fuscas por diversas razões: ou não combinavam com algum estilo particular, ou tinha pena de colocá-las num carro destinado a um emprego exageradamente pesado, ou por outros fatores diversos. Mas, com a reforma atual da Penélope, chegou o momento de colar as tão almejadas pecinhas!



Penélope na fase final da primeira etapa da reforma. As polainas certamente deixam o carro bem mais bonito!


Embora existam pessoas que afirmem que tais peças de fato servem como algum tipo de reforço, acredito que a função primordial das polainas está ligada ao incremento visual. Talvez, num segundo plano de importância, exista algum ganho em resistência. Se tal assertiva é ou não verdade, pouco importa. Afinal, de fato os Fuscas ficam mais bonitos com tais apetrechos.

Adquiri um conjunto promocional em inox na loja Bunnitu (www.bunnitu.com.br) abrangendo as polainas dos para-lamas dianteiros, as dos para-lamas traseiros, e as do reforço da saia traseira com os para-lamas (popularmente conhecidas como asas de morcego). De quebra, o kit trouxe as "saboneteiras" da porta.

Fiquei positivamente surpreso quando recebi esse conjunto da supracitada loja, uma vez que, pela foto do anúncio, o inox não parecia ter o brilho que ele de fato tem.



O inox das polainas, de boa qualidade geral, tem um brilho que combina com as novas calotinhas e com os novos para-choques que ainda serão instalados.


As peça são bem confeccionadas, com cortes precisos e bom acabamento. Sua fixação se dá através de rebites: 03 ou 04 furos por peça, dependendo do caso, aos quais foram oportunamente acrescidos pelo menos 01 rebite extra, já que existe a previsão de uso fora de estrada do carro.

Entretanto - e essa talvez seja a única característica que poderia ser melhorada na peça - as curvaturas das polainas não casam perfeitamente com as curvaturas do carro. E, se tentarmos forçar o assentamento das peças com a rebitadeira, fatalmente o rebite irá se romper antes da polaina encostar perfeitamente na lataria do carro. Desse modo, é imperioso que, antes do rebite definitivo, sejam feitos ajustes manuais das peças ao carro, fazendo-as contornar a curvatura da lataria dos para-lamas dianteiro e traseiro.



A curvatura da peça não vem exatamente adequada a curvatura pronunciada de algumas partes da lataria, sendo indispensável o correto ajuste antes de sua fixação definitiva.


Ao término da instalação, evidencia-se que tais acessórios promovem um considerável incremento visual ao Fusca.



As polainas traseiras, popularmente conhecidas como asa de morcego por analogia a seu formato, melhoram bastante o acabamento da saia na junção da mesma com os para-lamas traseiros.


Contudo, vale o aviso: nas lavagens, dedicar cuidado especial ao local onde as polainas estão instaladas, evitando-se o acúmulo demasiado de sujeira, terra, etc, de forma a prevenir futuros pontos de ferrugem.

Pelo custo benefício das peças e pelo meu gosto pessoal, são acessórios que merecem estar em nossos Fuscas!

Nos vemos na estrada!

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Mil acessos!

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Prezados visitantes;

É com muita felicidade que anuncio a todos vocês, leitores assíduos, amigos e apoiadores do nosso projeto: na data de hoje, 11/05/2015, com menos de um mês de vida, já contabilizamos 1.000 acessos em nosso blog!

Agradeço a todos de coração! Isso mostra que estamos no caminho certo!

Continuem nos acompanhando e nos apoiando! Com vocês, somos mais fortes!

Para comemorar o feito, liberarei, em primeiríssima instância, uma foto na qual poderão ver uma pequena parte do grande resultado da reforma da Penélope (a qual ainda está em andamento, mas que caminha a todo vapor para a sua conclusão!).



Diga-se de passagem, a Penélope (ainda não plenamente pronta) está muito feliz com o seu sucesso!


Obrigado a todos vocês!

Nos vemos na estrada!

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Mitos e Verdades: Fuscas de fato não atolam?

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A imagem demonstra claramente a característica de "surfar" sobre a lama que o assoalho plano do Fusca proporciona. Reparem que a lama estava bem funda, pegando em toda a parte inferior do carro. Entrando com a velocidade correta, é possível transpor locais onde os pneus não conseguem tracionar. Nesta ocasião, o Barrinho estava com os pneus 5.60-15 originais, e, mesmo assim, deu um verdadeiro show na lama.


Vez ou outra, especialmente quando numa roda de conversas o assunto abrange viagens para o interior, algum passeio a um sítio ou chácara, surge um causo sobre carros atolados.

Ainda que hoje isso seja cada vez mais raro, dada a menor quantidade de estradas muito precárias. quando a conversa chegar neste ponto, repare que, instantaneamente, alguma pessoa "da antiga", ou algum entusiasta demasiado, afirma algo do tipo: "Ah, se você estivesse de Fusca não teria atolado... porque Fuscas não atolam"!

E, em seguida, todos irão concordar, pois de fato, a fama do carrinho gera um verdadeiro consenso. Pode até ser que muitos dos participantes do certame sequer tenha algum tipo de experiência ou contato com o popular Sedan da Volkswagen, mas, invariavelmente, ouviu histórias escabrosas sobre a sua valentia quando a estrada convencional acaba.



Barrinho atravessando trecho de atoleiro em uma estada de terra. Não, caro leitor: ele não está atolado. Apenas paramos o carro para uma foto (e é verdade!). Na ocasião, ele estava calçado em pneus 100% off-road, com desenho cross (um dos melhores desenhos que existem para tais situações).


Mas será que isso é verdade? Será que Fuscas realmente não atolam?

Numa rápida pesquisa, qualquer pessoa poderá conhecer um pouco da história que cerca o besouro. Seu projeto objetivava criar um automóvel popular para que toda a Alemanha pudesse andar de carro. Era necessário um veículo barato, simples, robusto, confiável, e que cumprisse algumas diretrizes. Mas, na época, o planeta Terra se viu atropelado pela Segunda Guerra Mundial, e o uso principal do então projeto revolucionário Fusca foi adaptado, vindo a atuar como viatura militar com enorme valentia, dadas as suas características de suspensão, assoalho, motor, etc. Daí originou-se a comum assertiva de que um carro feito para atravessar desertos obviamente trafega por quaisquer estradas, buracos e enchentes com total maestria. E, de fato, nossos brinquedos cumprem tais tarefas com uma desenvoltura invejável.



Barrinho acompanhando um comboio de viaturas 4x4 num passeio por estradas de terra que cruzam Santo André, Ribeirão Pires e Paranapiacaba (SP). Na ocasião, ele calçava os pneus originais, que foram suficientes para transpor todos os obstáculos.


Por que o Fuscas conseguem tais façanhas? - Indaga o incrédulo e curioso leitor.

A idolatrada tração traseira dos Fuscas e seus derivados responde em boa parte pelo sucesso da viatura em terrenos difíceis. Se você fizer um teste numa lama bem lisa empregando o seu potente e caro carro moderno (geralmente de tração dianteira, sob o motor), perceberá que ele se desloca em terrenos lisos com mais facilidade de ré do que de frente. Isso porque a condição de empurrar (tração traseira) proporciona mais agarre que a condição de puxar (tração dianteira). No caso específico dos Fuscas, onde o motor está atrás, sobre a tração traseira, tem-se maximizada essa força de tração, fortalecida ainda pela condição de distribuição de peso, onde praticamente 60% do peso total do carro se apoia sobre eixo traseiro.

Soma-se a isso o fato de que os Fuscas possuem pneus finos e de de grande diâmetro Em estradas de terra, tais características permitem que o pneu adentre no chão mole, encontrando tração nos solos mais baixos e firmes do que a camada lisa superficial.

E, como mais um aliado em suas habilidades, o valente carro tem a frente muito leve, facilitando que ela suba e ultrapasse os obstáculos, sempre empurrada pela traseira que, como vimos, tem excelente capacidade de tracionar.

Não bastassem todos esses bons atributos, o Fusca ainda possui uma configuração de suspensão extremamente robusta e totalmente independente nas 4 rodas (coisas que muitos carros atuais ainda não possuem, tendo o eixo traseiro geralmente semi-rígido), capacitando-o a trafegar sobre estradas esburacadas e precárias com grande velocidade. Pode parecer um enorme paradoxo, mas a mesma suspensão que faz o besouro ser instável no asfalto o faz extremamente capaz fora dele. E, nos grandes buracos (as chamadas erosões e facões), a suspensão traseira do Fusca busca o chão com o seu excelente curso, propiciando condições de tracionar mesmo em locais muito improváveis. Apenas para ilustrar essa condição, repare que alguns carros mais modernos, ao subirem nas calçadas para entrar em vagas e estacionamento, costumam tirar uma das rodas traseiras durante esta execução, mesmo a guia sendo rebaixada! Ou seja, a suspensão não consegue buscar o solo em seus cursos de atuação. Isso, no uso fora de estrada é muito prejudicial, e é um dos segredos do sucesso dos Fuscas na terra.



Nesta foto, evidencia-se o trabalho da suspensão traseira do Fusca em uma grande erosão. Graças ao belíssimo projeto de Ferdinand Porsche, buscando o solo até bem lá embaixo, o bom curso de suspensão faz o pneu tracionar, proporcionando condições de se superar obstáculos difíceis.


Mas, e se a coisa piorar, e junto aos buracos existir muita lama? Bom, não precisa ser nenhum profundo conhecedor de automóveis para saber que os carros modernos, com suas tecnologias embarcadas de última geração, não combinam com lama (exceto os feitos para esse fim, o que não é absolutamente o caso dos carros de passeio). Aí o Fusca tem mais uma vantagem. Para ser mais preciso, uma não, mas várias: por ter uma parte debaixo (assoalho) completamente plano, os nossos valentes carrinhos conseguem deslizar sobre a lama, dificultando que ele enrosque em algo (o que não ocorre com os carros modernos, que tem escapamento, catalizador e assoalho não plano sob a carroceria); além disso, o motor fica protegido na parte traseira do carro, evitando que a lama ou água atinja partes importantes numa travessia mais rápida.



O Barrinho e uma espetacular Ford Explorer do amigo Fernando Miguel passeiam pela Estrada do Gasoduto, que liga a Rodovia Caminhos do Mar a Paranapiacaba (SP).


Boa tração na traseira, frente apta a transpor obstáculos, suspensão excelente para o uso, assoalho que não enrosca... então um Fusca realmente não atola, certo?

Errado.

Fuscas também possuem pontos fracos. E um deles é a grande dificuldade em manobrar de ré se precisar voltar de um local que não permita a manobra para voltar de frente (andando de ré, o besouro se torna praticamente um carro de passeio normal de tração dianteira), podendo gerar encrencas bobas se o piloto em comando não souber lidar com essa fragilidade (nesse aspecto, incontestavelmente os 4x4 são superiores, pois vem e vão com a mesma facilidade).

Além do mais, dependendo do tamanho da encrenca, até jipes 4x4, tratores e tanques de guerra atolam. Seria presunção demais esperar que nosso Fusca pudesse transpor qualquer coisa, ainda que seja demasiado valente.



Para quem não acredita que Fuscas atolam: nesse vídeo, registramos o buraco que segurou o valente Barrinho. E, para sair de lá, foi imprescindível a ajuda da Madame, uma Rural 4x4 com pneus Mud, que na ocasião pertencia ao amigo Fernando Miguel.


De qualquer forma, se tudo der errado, e você atolar, não se preocupe. Por ser leve, por ter o assoalho plano e rodas altas e finas, é muito fácil desatolar um Fusca!

Entendeu a empolgação das pessoas em afirmar que, invariavelmente, se estivessem de Fusca não teriam atolado?

Acho um certo exagero dizer que eles não atolam...

Eu diria que, normalmente, eles não atolam. E, sem dúvida alguma, afirmaria também que, geralmente, são eles que desatolam os demais carros de passeio encrencados.

Mas, se você dispuser de um par de correntes ou de pneus do tipo Mud (lameiros) para colocar no eixo traseiro, aí, invariavelmente, será praticamente impossível atolá-los!

Independentemente de qualquer coisa: aproveite o seu Fusca! Vá para lugares onde você não enfiaria seu carro zero por medo de atolar ou de quebrar algum plástico.



Barrinho após subir a famosa Trilha da Placa, em Cajamar - SP. Por estar chovendo muito no dia, preferi ir com os pneus lameiros. Num dia seco, contudo, é possível subir com os pneus originais com total tranquilidade, como a própria Penélope já demonstrou.


Afinal de contas, mais vale um Fusca atolado do que dois parados na garagem...

Nos vemos na estrada!

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Dicas Técnicas: Travas Veronezzi

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Ninguém está livre da possibilidade de ter seu veículo furtado!

No caso específico de Fuscas e afins, pela facilidade de fazê-los funcionar, os índices de sinistros são bastante elevados. Agrava o já triste fato a condição de não serem cobertos por apólices de seguro, culminando numa situação ainda mais delicada para nós, os proprietários.

Tive um Fusca (o Ray) que, mesmo com 03 travas, foi furtado. O próprio Barrinho quase foi levado embora. Decidi então partir para algo mais elaborado, e que, preferencialmente, pudesse trabalhar conjuntamente com mais alarmes, travas e segredos (mas, ao mesmo tempo, de modo independente e diferente).

Após um período de pesquisas tentando encontrar algum anti-furto eficiente, cheguei a conclusão que, de forma geral, as travas comuns existentes no mercado se apresentam com evidentes pontos fracos. Cada opção tem um aspecto muito bom, mas é ponderada por outro aspecto muito ruim, complicando a decisão e escolha.

Foi quando,  através de uma feliz indicação de um amigo trilheiro e fusqueiro, que conheci as Travas Veronezzi.



Trava Veronezzi: a qualidade geral do equipamento é bastante positiva.


Chamou-me a atenção a metodologia de operação empregada nesta trava: não existe bloqueador elétrico ou eletrônico, sendo tudo conduzido de forma mecânica (ponto positivo para a confiabilidade da trava, que casa perfeitamente bem com a condição de nossos besouros, que possuem pouca parte elétrica e eletrônica).

Conforme alguns relatos de amigos, vários Fuscas já tiveram os seus destinos mudados por conta destas travas, voltando aos seus proprietários após tentativas frustradas de furtos e roubos, onde a  ação da trava supracitada foi decisiva.

Estudando o produto, descobri que as Travas Veronezzi foram bastante instaladas em veículos diesel, justamente pelo corte mecânico do fluxo de combustível, notadamente nos mais antigos. No caso dos carros carburados, o emprego desta trava garante sua condição ideal de manejo. Elas podem ser instaladas em qualquer viatura, mas, no caso dos carros mais modernos, com bombas de combustível elétricas, estas podem ser queimadas se o proprietário esquecer de destravar o botão que liberaria o fluxo de combustível (lembrando que as bombas elétricas são refrigeradas pelo próprio combustível). No caso dos nossos queridos besouros - e sua respectiva família - há um ótimo casamento entre o modo de operação da trava com a mecânica do carro, gerando um sistema anti-furto bastante interessante.

O Quitério, que responde pela Veronezzi, chegou hoje ao local combinado dentro do horário previsto, sendo ele bastante pontual (o atendimento é em domicílio). Aproximadamente 01 hora foi necessária para a instalação total da trava.

O serviço foi bem feito, sendo que o atendimento de vendas, a instalação e o produto merecem uma avaliação positiva de nossa parte. O pós vendas deverá seguir a mesma linha de boa qualidade, segundo informações de usuários mais antigos desta trava.



Após instalada, a trava oferece um bom acabamento geral, ainda que seja necessário um furo de tamanho razoável na lataria do carro.


Especificamente no caso da Penélope, ela recebeu a trava em local diferente do que é o usual. Isso porque geralmente o Quitério - conforme ele explicou - instala a trava sob o assoalho do Fusca, facilitando a operação para o condutor, de forma geral. Contudo, como existe a pretensão de empregar o carro em trilhas leves e passeios off-road, há sempre o risco de algo enroscar no assoalho. Assim, por segurança, colocamos a trava próxima dos pés do motorista, perto dos pedais. Isso irá proteger os canos e mangueiras de combustível, evitando contratempos longe de casa e no meio do nada.

Também aproveitei que a viatura está em fase final de acabamentos - depois de uma pequena e necessária reforma - para instalar a trava antes de colocar os revestimentos internos, possibilitando uma maior facilidade e agilidade nesta etapa, além de permitir uma posterior adequação das passadeiras internas da forração junto à trava, podendo, eventualmente, até ser feito algo para ajudar a esconder ainda mais o fecho que recebe a chave para a operação de destravamento.



O acabamento cuidadoso segue na parte que fica dentro do carro, com todas as peças de boa qualidade, boa apresentação e bem protegidas. Neste caso, a mangueira recebe um revestimento para proteção e para dificultar eventuais assédios provenientes da bandidagem.


Fiz um teste para checar na prática o funcionamento desta trava. Simulei uma abordagem em trânsito (para proprietários de Fusca, diga-se, o fato é raro). Bati o pé na trava, acionando-a, e mantive o pedal parcialmente acelerado, simulando uma fuga do meliante. O carro funciona durante alguns bons instantes (o tempo exato dependerá do quanto o ladrão pisará no pedal do acelerador), tempo esse que propicia plena possibilidade de você entregar o carro após acionar a trava, e se ausentar do local, enquanto o malfeitor inicia o deslocamento com o veículo. Depois de andar um pouco, o carro irá parar, provavelmente convencendo o usurpador a abandoná-lo.

Esse tempo de deslocamento também vale para um furto com o carro estacionado (desde que a trava esteja acionada, por óbvio). O vagabundo irá andar por alguns bons metros antes de ter o corte de combustível, pegando-o desprevenido e, provavelmente, fazendo-o abandonar o carro e partir para uma outra vítima mais fácil.

Tal feito - o atraso no corte efetivo - ocorre porque, após bloquear o fluxo de combustível, o motor terá de consumir todo o preciso líquido do carburador e das mangueiras adjacentes até que o carro pare por pane-seca. Se tentarmos ligar o motor após isso, ele ameaça pegar e morre.

A partir daí, precisaremos desbloquear o botão com a chave (que tem ressaltos específicos para evitar o uso de outras chaves que não a sua própria), aguardar alguns instantes para que o combustível recomponha seu fluxo normal (alguns poucos segundos bastam), e, ainda assim, o motor provavelmente não irá funcionar na primeira tentativa, sendo geralmente necessário um segundo acionamento para o motor ligar e estabilizar.

Considero tais demoras para o efetivo corte de combustível bem vindas, uma vez que, ao ser abordado, o motorista tem tempo hábil para se ausentar do local até o carro parar (e, assim, não ser vingado pelo bandido raivoso - o que poderia acontecer se o carro morresse logo em seguida). Considero, também, que a parada durante a fuga irá pegar o safado de surpresa (efeitos surpresa são sempre positivos), contribuindo para a argumentação psicológica de que ele deve deixar o carro onde está e bater em retirada.



Após instalada, a Trava Veronezzi apresenta boa aparência geral de instalação. Posteriormente, com o devido revestimento interno no lugar, ela ficará bastante oculta, dificultando a sua localização.


Se a trava realmente funciona, eu sinceramente não gostaria de saber. Prefiro ficar com a curiosidade.

Mas, se um dia algo acontecer, ao menos tenho excelentes referências de que a Penélope irá voltar para mim!

Quem se interessar por maiores informações, poderá conversar diretamente com o Quitério;

- Site: www.travasveronezzi.com
- Telefone: (11) 3865 - 8531
- E-mail: quiterio@ymail.com


Nos vemos na estrada!

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Dicas Técnicas: Tipos de pneus, nomenclatura, índices e aplicações

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Muitas pessoas não dão a devida importância para os pneus do veículo. Qualquer tipo de pneu serve, desde que esteja novo.

Mas, além do inquestionável atributo de segurança que os bons pneus necessariamente oferecem, características particulares são promovidas aos Fuscas (e a qualquer carro!) por cada tipo de pneu. Conhecer essas particularidades facilitará a sua escolha numa próxima troca.



Quatro dos pneus acima são diagonais 5.60-15; um deles é o radial 165R15. Será que você consegue descobrir qual é qual? Após ler as dicas abaixo, ficará mais fácil.


Antes de discutirmos qual o melhor tipo de pneu para cada uso, vamos, resumidamente, estudar um pouco sobre estes imprescindíveis acessórios.

Pneus diagonais (ou convencionais): são, geralmente, os pneus mais antigos. Os cordéis de nylon que formam a estrutura da carcaça são dispostos diagonalmente - dai advém seu nome. Geralmente, são do tipo "tubetype" (devem ser utilizados com câmaras de ar). Por ser mais flexível, é mais resistente a impactos laterais. Porém, tal flexibilidade contribui para que sejam mais instáveis. São, na maioria dos casos, mais macios quando em rodagem, sendo que tal característica geralmente impacta negativamente no consumo de combustível, fazendo o carro gastar um pouco mais.

Pneus radiais: são pneus de tecnologia e construção mais moderna. Os cordéis de aço ou nylon são dispostos radialmente à carcaça (exatamente, leitor: daí provém seu nome). Por ter a banda de rodagem mais rígida, tem maior durabilidade (as vezes o dobro de um convencional equivalente) e maior estabilidade, especialmente em altas velocidades. Geralmente são "tubeless", ou seja, dispensam o emprego da câmara de ar, o que, particularmente, eu entendo com uma grande vantagem (numa viagem, por exemplo, o pneu não murcha de uma vez, e o reparo temporário pode ser feito de forma simples e rápida com o popular enxerto de "macarrão"). Todavia, as laterais são geralmente mais frágeis para compensar a maior rigidez do conjunto. Em comparação com o pneu diagonal, costumam deixar o carro um pouco mais duro, mas mais econômico.

Após aprendermos a diferença básica de pneus radiais e diagonais, vamos aprender a decifrá-los numa rápida leitura:

Vamos supor que na lateral do seu pneumático exista o seguinte: 165/80R15 86 S (pneu do Fusca Itamar)

Teremos, resumidamente e a grosso modo, que:

- 165: largura do pneu em mm;
- 80: altura do perfil do pneu, em percentual da largura (nesse caso, 80% de 165 mm);
- R: pneu de construção radial
- 15: aro do pneu
- 86: índice de capacidade de carga
- S: índice de velocidade suportada

Para sabermos quais os valores a que se referenciam os índices supracitados, consultaremos as tabelas abaixo:



A tabela acima mostra uma equiparação dos índices dos pneus com os limites máximos de velocidade homologada em Km/h.


No caso do exemplo supracitado, temos um pneu com índice S, o que corresponderia a um pneu homologado para rodar a até 180 km/h.



A tabela imediatamente acima apresenta uma relação dos índices do pneu com a capacidade máxima de carga homologada por um pneu em kg.


Reiteramos que esta capacidade plena é admissível quando o pneu estiver com a máxima pressão recomendada (este limite está apresentado na lateral do pneu, e varia de caso para caso).

No exemplo, temos um pneu com índice 86. Ou seja, esse pneu suportaria 530 kg de carga sobre ele, desde que esteja com a máxima pressão. Considerando-se que o carro tem 4 pneus, temos que: 4 x 530 = 2.120 kg de carga total sobre o carro, teoricamente suportáveis pelos seus pneumáticos a máxima pressão. Resta saber se o carro suporta tal carga (consultar o Manual do Proprietário).

Diante do exposto, fica evidente que a escolha do pneu abrange muito mais do que a comumente averiguada medida de largura, perfil e aro.


Os pneus convencionais (diagonais) são geralmente apresentados na forma similar a 5.60-15 (medida da maioria dos pneus originais do Fusca). Temos que:

- 5.60: largura dos pneus em polegadas.
- Perfil do pneu: 100% da largura (é subentendido, pois ele não aparece).
- 15: aro do pneu.


Nesse instante, acredito que grande parte dos leitores estará resmungando: "Ok, mas e aí, qual o melhor pneu para o meu estimado besouro"?

E, nós, de pronto, responderemos:

- Depende!

Exatamente: são muitas as variáveis existentes. Assim, o tipo de pneu mais adequado dependerá principalmente dos seus objetivos para com seu brinquedo.

De modo simplista, podemos sugerir que:

Pneu 5.60-15: são os pneus diagonais originais dos Fuscas (exceto o modelo Itamar, fabricado a partir de 1993). Atualmente, podemos encontrar no mercado os seguintes modelos: Firestone Campeão Supremo, Pirelli Tornado Alfa e Maggion Falco F2. Particularmente, dentre todos esses, eu prefiro os Pirelli. Mas, geralmente, são os mais caros do grupo. Sugiro usar esse tipo de pneu quando o Fusca for ser empregado majoritariamente na cidade ou campo, em estradas de terra ruins. Por ter sua construção diagonal, são resistentes, geram satisfatória tração em pisos ruins, e, quando empregados com a calibragem recomendada, promovem um incremento em "conforto" no Fusca (frente a outros tipos de pneus de perfil mais baixo). Logicamente, são indicados também a quem deseja um visual bem original em seu brinquedo.



Penélope, em meados de 2010, com os novos "sapatinhos" convencionais Maggion Falco F2 5.60-15 recém colocados. Mesmo fazendo rodízios, alinhamentos e balanceamentos constantes, os pneus não chegaram a 30 mil km de durabilidade. Além disso, as laterais começaram a rachar, mesmo com alguma banda de rodagem ainda disponível. Perto dos pneus diagonais, os radiais são extremamente mais duráveis.


Pneu 165R15: são os pneus radiais que saíram no Fusca Itamar, sendo sua medida real descrita por 165/80R15. São um pouco mais largos e mais altos que os 5.60-15, já que a medida radial equivalente aos diagonais originais deveria ser a 155R15 (que hoje não é mais fabricada no Brasil). O único fabricante deste pneu atualmente em nossa terra tupiniquim é a Goodyear, através da sua marca Kelly Metric. Por seu projeto mais moderno, são bem mais duráveis e estáveis, mas um pouco mais duros também. Tendem a deixar a direção um pouquinho mais pesada e o carro um pouco mais "molenga", já que alonga um pouco a relação de marchas do Fusca por conta do seu diâmetro final um pouco maior (frente aos originais convencionais). É um bom pneu para uso geral, com clara vantagem para quem pretende rodar bastante na estrada, agregando a vantagem de não exigir câmaras de ar. Perde um pouco em desempenho off-road quando comparado aos diagonais originais, por conta das características explicadas em itens acima. De qualquer forma, analisando-se de uma maneira geral, eu entendo que são vantajosos, mas cobram um preço por isso (literalmente: são encontrados a preços consideravelmente mais elevados no mercado).



Numa das propagandas de lançamento do Fusca Itamar, evidencia-se os pneus radicais 165R15: mais largos e mais altos, foram vítimas de duras críticas da mídia especializada, que considerava um retrocesso o besouro ostentar pneus que o deixavam ainda mais alto. Para nós, amantes do Fusca em seu uso ideal, a altura extra foi muito bem vinda. De qualquer forma, mesmo com a altura extra os pneus radiais promovem significativo aumento de estabilidade.


Pneu Maggion Militar 5.60-15: é um pneu diagonal, com medidas próximas do original do carro, mas com o diferencial de ter um desenho de banda de rodagem similar aos dos antigos jipes miliares. É um pneu MUD, que a Maggion classifica como agrícola. Tem satisfatória tração em lama, mas perde muito em desempenho no asfalto. Em altas velocidades e pista molhada chegam a ser perigosos. Assim, aconselho que esses pneus sejam empregados apenas por quem precisa de fato de um pneu lameiro. Contudo, há outras alternativas para usos fora de estrada, como a metodologia que emprego na Penélope (correntes para uso pontual ou um par de pneus extras 100% off-road). De qualquer modo, se ponderarmos que os Fusca se saem muito bem na terra apenas com a pressão de seus pneus um pouco abaixada, veremos que a aplicação desses pneus militares tem um leque de usabilidade bem restrita. Uma possibilidade, todavia, seria que um par destes pneus fossem levados como sobressalentes, um ocupando o lugar do estepe e o outro alocado num bagageiro de teto por exemplo.



Fusca Joca do amigo Alexandre: para um uso focado totalmente no off - road, os pneus Maggion Militar 5.60-15 servem bem. Por manter as medidas originais do Fusca, não alteram a relação de marcha, nem provocam esforços desmedidos no trem de força do carro, além de não exigirem nenhum tipo de adaptação. Contudo, são muito limitados para o uso cotidiano, especialmente no que se refere a estradas (asfalto) em velocidades mais altas (acima de 80 km/h) com chuva.



Barrinho em viagens: para rodar grandes distâncias, e para o uso normal e cotidiano, utilizava os pneus Firestone Campeão Supremo 5.60-15. Mas, para não passar aperto em locais complicados, levava os pneus lameiros no rack sempre que sabíamos (ou suspeitávamos) da existência de atoleiros muito complicados.


Outras medidas: as rodas do Fusca, ainda que originais, suportam algumas outras medidas de pneu sem que seu emprego seja perigoso ou haja uma grande perda de desempenho. De forma geral, os besouros mais estáveis na estrada que já tive, invariavelmente, utilizavam rodas aro 14 e pneus de medidas mais largas e perfis mais baixos. Se você não necessita de um carro mais alto, ou com melhor desempenho em estradas de terra ou mesmo off-road leve, vale a pena cogitar a possibilidade de empregar as rodas de Brasília (ou similares), com pneus mais largos e perfis mais baixos. Isso maximiza bastante a estabilidade do besouro na velocidade em estradas, embora gere grandes prejuízos no uso aventureiro (off-road). E, lembre-se: sendo o Fusca um carro leve, pneus muito largos comprometem a segurança na estrada sob chuva forte, pois tal situação facilita bastante a ocorrência de aquaplanagem (sendo o Fusca um carro leve, o emprego de pneus largos faz com que a pressão exercida no solo seja baixa, facilitando a ocorrência de aquaplanagem).



Fusca Mau: dotado de pneus 185/65R14 na frente e 195/70R14 atrás, primava pela estabilidade em altas velocidades na estrada (pneu de perfil baixo na dianteira), sem perder a capacidade de tracionar relativamente bem na terra e na lama, num uso fora de estrada leve (pneus grandes na traseira). É uma configuração interessante, parecida com a dos Buggys e Bajas, surtindo efeitos práticos e visuais interessantes.



O Ray, empregando rodas de Brasília com pneus radiais era simplesmente fantástico na estrada. Sua estabilidade proporcionava grande prazer de direção. Todavia, para um uso fora de estrada, tal configuração não é recomenda, pois o carro perde em vão livre e perde em capacidade de tração e transposição de obstáculos.


De qualquer modo, muitas vezes a escolha dos pneus agrega mais subjetividade do que racionalidade. Mas, certamente, com as dicas apontadas nas linhas acima, o leitor terá melhor embasamento para escolher o melhor pneu para o seu uso particular. O importante, como sempre, é estar calçando bons pneus, pois a segurança está acima de tudo.

E, lembre-se: um pneu tem sua vida útil estimada em 05 anos, mesmo que a banda de rodagem esteja boa. A partir de 06 anos, o emprego desse pneu pode ser perigoso!



A imagem acima mostra algum pneu fabricado na semana n. 22 do ano de 2008. Ou seja, em junho de 2013 esse pneu perdeu seu prazo de validade, sendo recomendada a sua troca. Após junho de 2014, a sua rodagem se tornou muito insegura, sendo a data limite para sua substituição independentemente do estado da banda de rodagem.


Nos vemos na estrada!

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