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Mitos e Verdades: Fuscas de fato não atolam?

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A imagem demonstra claramente a característica de "surfar" sobre a lama que o assoalho plano do Fusca proporciona. Reparem que a lama estava bem funda, pegando em toda a parte inferior do carro. Entrando com a velocidade correta, é possível transpor locais onde os pneus não conseguem tracionar. Nesta ocasião, o Barrinho estava com os pneus 5.60-15 originais, e, mesmo assim, deu um verdadeiro show na lama.


Vez ou outra, especialmente quando numa roda de conversas o assunto abrange viagens para o interior, algum passeio a um sítio ou chácara, surge um causo sobre carros atolados.

Ainda que hoje isso seja cada vez mais raro, dada a menor quantidade de estradas muito precárias. quando a conversa chegar neste ponto, repare que, instantaneamente, alguma pessoa "da antiga", ou algum entusiasta demasiado, afirma algo do tipo: "Ah, se você estivesse de Fusca não teria atolado... porque Fuscas não atolam"!

E, em seguida, todos irão concordar, pois de fato, a fama do carrinho gera um verdadeiro consenso. Pode até ser que muitos dos participantes do certame sequer tenha algum tipo de experiência ou contato com o popular Sedan da Volkswagen, mas, invariavelmente, ouviu histórias escabrosas sobre a sua valentia quando a estrada convencional acaba.



Barrinho atravessando trecho de atoleiro em uma estada de terra. Não, caro leitor: ele não está atolado. Apenas paramos o carro para uma foto (e é verdade!). Na ocasião, ele estava calçado em pneus 100% off-road, com desenho cross (um dos melhores desenhos que existem para tais situações).


Mas será que isso é verdade? Será que Fuscas realmente não atolam?

Numa rápida pesquisa, qualquer pessoa poderá conhecer um pouco da história que cerca o besouro. Seu projeto objetivava criar um automóvel popular para que toda a Alemanha pudesse andar de carro. Era necessário um veículo barato, simples, robusto, confiável, e que cumprisse algumas diretrizes. Mas, na época, o planeta Terra se viu atropelado pela Segunda Guerra Mundial, e o uso principal do então projeto revolucionário Fusca foi adaptado, vindo a atuar como viatura militar com enorme valentia, dadas as suas características de suspensão, assoalho, motor, etc. Daí originou-se a comum assertiva de que um carro feito para atravessar desertos obviamente trafega por quaisquer estradas, buracos e enchentes com total maestria. E, de fato, nossos brinquedos cumprem tais tarefas com uma desenvoltura invejável.



Barrinho acompanhando um comboio de viaturas 4x4 num passeio por estradas de terra que cruzam Santo André, Ribeirão Pires e Paranapiacaba (SP). Na ocasião, ele calçava os pneus originais, que foram suficientes para transpor todos os obstáculos.


Por que o Fuscas conseguem tais façanhas? - Indaga o incrédulo e curioso leitor.

A idolatrada tração traseira dos Fuscas e seus derivados responde em boa parte pelo sucesso da viatura em terrenos difíceis. Se você fizer um teste numa lama bem lisa empregando o seu potente e caro carro moderno (geralmente de tração dianteira, sob o motor), perceberá que ele se desloca em terrenos lisos com mais facilidade de ré do que de frente. Isso porque a condição de empurrar (tração traseira) proporciona mais agarre que a condição de puxar (tração dianteira). No caso específico dos Fuscas, onde o motor está atrás, sobre a tração traseira, tem-se maximizada essa força de tração, fortalecida ainda pela condição de distribuição de peso, onde praticamente 60% do peso total do carro se apoia sobre eixo traseiro.

Soma-se a isso o fato de que os Fuscas possuem pneus finos e de de grande diâmetro Em estradas de terra, tais características permitem que o pneu adentre no chão mole, encontrando tração nos solos mais baixos e firmes do que a camada lisa superficial.

E, como mais um aliado em suas habilidades, o valente carro tem a frente muito leve, facilitando que ela suba e ultrapasse os obstáculos, sempre empurrada pela traseira que, como vimos, tem excelente capacidade de tracionar.

Não bastassem todos esses bons atributos, o Fusca ainda possui uma configuração de suspensão extremamente robusta e totalmente independente nas 4 rodas (coisas que muitos carros atuais ainda não possuem, tendo o eixo traseiro geralmente semi-rígido), capacitando-o a trafegar sobre estradas esburacadas e precárias com grande velocidade. Pode parecer um enorme paradoxo, mas a mesma suspensão que faz o besouro ser instável no asfalto o faz extremamente capaz fora dele. E, nos grandes buracos (as chamadas erosões e facões), a suspensão traseira do Fusca busca o chão com o seu excelente curso, propiciando condições de tracionar mesmo em locais muito improváveis. Apenas para ilustrar essa condição, repare que alguns carros mais modernos, ao subirem nas calçadas para entrar em vagas e estacionamento, costumam tirar uma das rodas traseiras durante esta execução, mesmo a guia sendo rebaixada! Ou seja, a suspensão não consegue buscar o solo em seus cursos de atuação. Isso, no uso fora de estrada é muito prejudicial, e é um dos segredos do sucesso dos Fuscas na terra.



Nesta foto, evidencia-se o trabalho da suspensão traseira do Fusca em uma grande erosão. Graças ao belíssimo projeto de Ferdinand Porsche, buscando o solo até bem lá embaixo, o bom curso de suspensão faz o pneu tracionar, proporcionando condições de se superar obstáculos difíceis.


Mas, e se a coisa piorar, e junto aos buracos existir muita lama? Bom, não precisa ser nenhum profundo conhecedor de automóveis para saber que os carros modernos, com suas tecnologias embarcadas de última geração, não combinam com lama (exceto os feitos para esse fim, o que não é absolutamente o caso dos carros de passeio). Aí o Fusca tem mais uma vantagem. Para ser mais preciso, uma não, mas várias: por ter uma parte debaixo (assoalho) completamente plano, os nossos valentes carrinhos conseguem deslizar sobre a lama, dificultando que ele enrosque em algo (o que não ocorre com os carros modernos, que tem escapamento, catalizador e assoalho não plano sob a carroceria); além disso, o motor fica protegido na parte traseira do carro, evitando que a lama ou água atinja partes importantes numa travessia mais rápida.



O Barrinho e uma espetacular Ford Explorer do amigo Fernando Miguel passeiam pela Estrada do Gasoduto, que liga a Rodovia Caminhos do Mar a Paranapiacaba (SP).


Boa tração na traseira, frente apta a transpor obstáculos, suspensão excelente para o uso, assoalho que não enrosca... então um Fusca realmente não atola, certo?

Errado.

Fuscas também possuem pontos fracos. E um deles é a grande dificuldade em manobrar de ré se precisar voltar de um local que não permita a manobra para voltar de frente (andando de ré, o besouro se torna praticamente um carro de passeio normal de tração dianteira), podendo gerar encrencas bobas se o piloto em comando não souber lidar com essa fragilidade (nesse aspecto, incontestavelmente os 4x4 são superiores, pois vem e vão com a mesma facilidade).

Além do mais, dependendo do tamanho da encrenca, até jipes 4x4, tratores e tanques de guerra atolam. Seria presunção demais esperar que nosso Fusca pudesse transpor qualquer coisa, ainda que seja demasiado valente.



Para quem não acredita que Fuscas atolam: nesse vídeo, registramos o buraco que segurou o valente Barrinho. E, para sair de lá, foi imprescindível a ajuda da Madame, uma Rural 4x4 com pneus Mud, que na ocasião pertencia ao amigo Fernando Miguel.


De qualquer forma, se tudo der errado, e você atolar, não se preocupe. Por ser leve, por ter o assoalho plano e rodas altas e finas, é muito fácil desatolar um Fusca!

Entendeu a empolgação das pessoas em afirmar que, invariavelmente, se estivessem de Fusca não teriam atolado?

Acho um certo exagero dizer que eles não atolam...

Eu diria que, normalmente, eles não atolam. E, sem dúvida alguma, afirmaria também que, geralmente, são eles que desatolam os demais carros de passeio encrencados.

Mas, se você dispuser de um par de correntes ou de pneus do tipo Mud (lameiros) para colocar no eixo traseiro, aí, invariavelmente, será praticamente impossível atolá-los!

Independentemente de qualquer coisa: aproveite o seu Fusca! Vá para lugares onde você não enfiaria seu carro zero por medo de atolar ou de quebrar algum plástico.



Barrinho após subir a famosa Trilha da Placa, em Cajamar - SP. Por estar chovendo muito no dia, preferi ir com os pneus lameiros. Num dia seco, contudo, é possível subir com os pneus originais com total tranquilidade, como a própria Penélope já demonstrou.


Afinal de contas, mais vale um Fusca atolado do que dois parados na garagem...

Nos vemos na estrada!

16 comentários :

  1. Muito bom!!!
    Essa aptidão dos Fuscas e derivados para o barro me fez lembrar de algo que aconteceu quando eu era criança...
    Meu pai era um motorista fantástico e muito do que eu sei, aprendi com ele.
    Estávamos em Poços de Caldas/MG e íamos para o Cristo Redentor. Eu não sei mais como era 100% do caminho, mas, naquele tempo, era de terra e tinha uma ladeira que era de meter medo, pois tinha chovido bastante e aquilo era um escorregador de lama. Quando chegamos nesse trecho, tinha vários carros encostados e parecia que só os Fuscas estavam passando... meu pai tinha um Corcelzinho (ele adorava esse modelo e teve vários dele e mais um Corcel II, do qual não gostou tanto...).
    O povo viu que a gente se aproximava e já foram logo gritando: "O Corcelzinho não sobe...!"
    Meu pai só falou para nós ficarmos tranquilos, pq ia subir...
    Virou de ré e subiu, como se fosse um Fusca... lá fora, o povo fez ainda mais barulho!!!
    Uma outra passagem com o Corcelzinho, que pode servir para ajudar a mais alguém, foi numa subida íngreme e curta, de paralelepípedos, que estava bem molhada.
    Quando meu pai virou a esquina, parou e olhou... aí eu perguntei se ia subir de ré e ele fez que não...
    Ele foi fazendo um zigue-zague com a frente do carro, puxando a frente pros lados em movimento de leque, tracionando forte, pra esquerda e pra direita... Imagina um tipo de drift ao contrário... e não é que a bagaça subiu?! Mas só tinha a gente na rua, pois não dá para fazer isso no meio do trânsito.
    Abração e muita luz!!!

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  2. Muito divertido e emocionante ler seus textos. Não é ato que esta mudando minha opinião sobre fusca no Off Road. O que eu curto e vencer os obstáculos com baixa velocidade confiando na tração 4x4 e na força da reduzida coisas que o fusca não tem. Mas por outro lado os 4x4 tem a maldição dos diferenciais que enroscam e impede o avanço da viatura. Vencer os mesmos obstáculos com fusca requer um incremento de velocidade bem maior o que me tira da faixa de curtição e me coloca na na vibração da tensão. Mas confesso que lendo seus relatos sobre fuscas esta fazendo eu mudar de opinião. O baixo custo de manutenção, simplicidade de equipamentos e o fato de garantir a mesma dose de diversão esta formalizando em mim o desejo de ter novamente um fusca (já tive um 82 branco). Sem contar que aprendi a dirigir em um 67 1.200 que era do meu Pai. Quem sabe sai um meio termo e vou passar e brincar com vocês em um fusca 4x4 estou estudando o assunto.

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    1. Que bom, Fê, que está gostando do Blog! Eu particularmente aprendi que é saudável evitar adaptações para maximizar a disponibilidade da viatura, e também para evitar gastos maiores que compliquem a relação custo benefício. Assim, pretendo evitar grandes alterações nos Fuscas, sempre que for possível encontrar peças de reposição próprias de boa qualidade. Um dos segredos da confiabilidade do Fusca é sua extrema simplicidade, por isso sou bem contra alterações profundas nesse projeto. Se aceita minha sugestão, é possível colocar um câmbio de relação do Fusca 1.300 num carro com motor 1.600 e comando de torque. A relação final de marcha é curta, o torque máximo ira aparecer em baixos giros, e, com um pneu bem agressivo, tipo cross, você passa por encrencas sem precisar de embalo. Lembra-se disso? O Barrinho subia bem lento: https://www.youtube.com/watch?v=FD5uhRM7hp8

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  3. Parabéns pelo blog! Informações de otima qualidade. Texto de alto nivel bem escrito. O blog retirou varias duvidas que martelavam minha mente à algum tempo. Obrigado!

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    1. Obrigado Bruno! Fique a vontade para sugerir assuntos a serem tratados no Blog. A idéia é exatamente essa, de ajudar quem tem dúvidas sobre estes e outros temas, os quais a vivência de anos com os besouros ajudou a embasar conhecimentos. O importante é aprender todos os dias. Obrigado e seja bem vindo sempre.

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  4. blog muito bom como dizem fusca ou vc ama ou vc odeia, eu odiava até comprar o meu 1300l 1975, o carrinho é otimo manutenção facil, só quem tem pra saber o amor que se pega por esse carrinho,continuem fazendo postagens abraço!

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    1. Prezado amigo fusqueiro. É isso mesmo. Geralmente as pessoas se apaixonam pelo carrinho quando começam a ter contato direto com ele e, por conseguinte, se identificam com suas características, qualidades e capacidades. Obrigado e volte sempre.

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  5. Parabéns pelo Blog e pelo assunto (Fuscas atolam??). Só uma ressalva, se pesquisar saberá que não foi exatamente Ferdinand Porsche quem -criou- o Fusca.

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    1. Prezado amigo, obrigado por sua visita e comentários. O assunto sobre a criação do Fusca é polêmico, sobremaneira após a divulgação do livro da verdadeira história do Fusca, no qual se faz crer que o judeu Josef Ganz foi o criador do carro. Eu particularmente acredito que ambos, Ganz e Porsche, contribuíram para o Fusca que conhecemos. Forte abraço.

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  6. Não são "inatoláveis", mas dá pra dizer que o fusca e seus derivados (vamos nos focar no fusca nesse momento) conseguem passar sem atolar em 80 a 90% das situações. Porcentagem que varia muito abaixo disso em um carro de tração dianteira, de passeio e que é encontrado e comercializado em quase 100 % das situações nesse novo milênio.
    O detalhe do assoalho plano na parte de baixo era um detalhe que havia passado desapercebido, e que realmente conta a favor do fusca, além do seu baixo peso e tamanho reduzido como um todo da dimensão da carroceria (fator este que traz baixo espaço interno mas traz como favoráveis: uma comodidade, aerodinâmica (lê-se para os padrões e tecnologias de design da época em que se o fusca fosse um carro de uma frontal maior teria muito mais barreira contra o ar) e baixo peso, e de alguma forma um tamanho reduzido em algum aspecto ou sentido.
    Outro fator que você mencionou: O fusca é um "case" que é quase como uma "fortaleza" em resistência torcional, fatores de chassi e que não contém plásticos, ou seja, é uma estrutura mais maciça e forma uma gaiola (ainda mais nos parâmetros usado por vocês na lama)> O carro conquista pela boa essência.
    É simples, carismático, personalizável, customizável, adaptacional,etc.
    Um carro que senti que tem boa disposição pra enfrentar de forma melhor (ou menos ruim) lamas, ladeiras enlamaçadas, e pisos irregulares assim como tem uma força razoável pra seu itento, é o Fiat Uno, melhorado ainda com o motor fire. Mesmo por ter tração dianteira, é um carro leve, com design simples e quadrangular, robusto, suspensão traseira independente, boa visibilidade e ergonomia. Como ele tem suspensão traseira por feixe de mola, ao acelerar um carro em uma ladeira, tanto com lama ou não, e em trechos de lama, o carro empina, fazendo as rodas de trás abrirem trazendo mais estabilidade porque assim a empinada me parece ficar mais contida com isto, além de que juntando ao fato de que você mencionou no texto, a suspensão independente trás uma mobilidade maior e acesso dos pneus e conjunto ao relevo de forma melhor, traduzindo em um ganho ali na passagem pela dificuldade geográfica ou de lama. Foi assim que notei o Fiat Uno (1ª geração) um carro menos sofrível para situações como esta.
    Tenho um fusca "itamar" mas penso em comprar ou trocar se caso assim for, por um Uno quadrado, devido a essas observações e outras qualidades boas do carro.
    Abraço, fiquemos na paz de Deus.

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    1. Dennys; De fato, para situações normais (como um transitar cotidiano por estradas vicinais do interior) o Fusca, mesmo plenamente original, consegue transpor a maioria dos obstáculos que a natureza o reserva. Infelizmente, contudo, esta assertiva não é válida para trilhas off-road no sentido puro da palavra, pois, nelas, mesmos os jipes puro sangue (Bandeirante, Willys, Troller, Engesa e afins) certamente não conseguem uma eficácia de 80% nestes locais. Sobre o Uno, concordo contigo: é, dos carros modernos, um dos mais robustos. Temos um Premio na empresa (sedan do Uno) que materializa perfeitamente esta assertiva. E eu tenho um Uno Way dos mais novos que é um excelente carrinho para um uso parecido com o do Fusca, obviamente que com mais restrições, mas, ainda assim, muito mais capaz do que a maioria dos carros modernos 4x2. Forte abraço e apareça sempre!

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  7. Boa tarde.
    Muito legal as postagens !
    Uma ajuda por favor ? Qual pneu offroad foi usado nesta ultima foto ? Estou comprando um fusca pra "brincar" da terra (nada de trilha...só estrada de terra mesmo) e pensei em colocar 205x65x15.
    Obrigada.

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    1. Boa tarde! Este pneu da última foto é um pneu 185/70R14 recapado com desenho do tipo "cross". Se você não vai brincar pesado, recomendo, ao invés de utilizar este pneu (muito agressivo e desnecessário para passeios), empregar os pneus Maggion Militar 5.60-15, que são os atuais da Penélope.

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  8. Mas esse pneu militar 5.60 dá uma boa tração no barro? Se puder dizer como ele é eu agradeceria muito. Obrigado

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    1. Colega Fusqueiro; Sim, o pneu militar dá uma tração satisfatória no barro leve (estradas normais de terra com chuva), pois ele é bem fino (mais até que o normal 5.60) e bem mole, o que garante uma boa penetração no solo e adequada deformação para maximizar a tração. O desenho da banda de rodagem o classifica como um pneu "mud" de verdade. Mas, para um uso mais pesado, como trilhas propriamente ditas, existe pneus mais indicados... Espero ter ajudado! Obrigado e à disposição.

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