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Casos e Causos: A Grande Missão!

Um comentário

21 de abril de 2016: uma data que ficará marcada para sempre em nossas mentes e corações por sua extrema importância! E, como não poderia deixar de ser, o marco do início de uma nova vida para nós não poderia ocorrer sem a participação especial da Penélope!


Uma das indiscutíveis fantasias que acompanham os carros antigos é justamente a sua condição de tesouro de estimação que, não raro, transcende gerações e conquista um status de herança familiar, acompanhando histórias de vida por anos e anos, participando e compartilhando momentos únicos em nossa breve estada nesta existência, garantindo-lhes um valor imensurável.

A Penélope é um exemplo real de casos assim... e o fato narrado a seguir é uma prova irrefutável das minhas incontidas assertivas.

Entretanto, não serei presunçoso a ponto de afirmar que foi a missão mais importante dela. Ora, um besouro antigo, com seus 40 anos de idade, provavelmente já realizara outras missões de enorme importância. Talvez tenha salvado vidas; ou então tenha ajudado a trazer vidas para este mundo. Enfim, para evitar possíveis injustiças, opto por conter minha narrativa, alegando, pois, que a Penélope, nesta data, realizou uma de suas mais importantes e honradas missões. Mas, sem dúvida alguma, a tarefa mais destacada desde que está em nossas mãos: transportar-nos, os noivos, em nosso casamento!

O matrimônio é um marco na vida das pessoas. Ele oficializa um desejo de união, quando um casal decide celebrar a decisão de prosseguirem efetivamente juntos a partir daquele instante. É um rito de passagem de uma vida individual para uma vida coletivamente única, pois, a partir de então, ambos seguirão como uma só entidade, de corpo e alma, em busca de seus objetivos conjuntos. Tamanha importância deste instante em nossas vidas não pode deixar de ter a merecida comemoração.

Desde o início fomos contra a realização de algo extravagante. Ao nosso entender, a cerimônia deveria ocorrer dentro daquilo que acreditamos, de acordo com o que somos de fato, traduzindo nossas particularidades para uma festividade que transpareça nossas reais personalidades. Por isso tudo, fez-se-mister a participação da nossa Penélope, que tanto nos acompanhou desde o início, quando ainda éramos apenas amigos, convivendo conosco em nosso tempo de namorados e noivos. Ela tinha de participar disso tudo! Nada mais justo!

Como queríamos algo que tivesse, literalmente, a nossa cara, iniciamos os preparativos com certa antecedência. A ideia era resumir num vídeo um pouco daquilo que éramos de verdade, sem máscaras ou filtros. Assim, dias antes da cerimônia, em segredo, gravamos alguns vídeos e tiramos algumas fotos para uma retrospectiva que iria passar antes do jantar que seria servido aos nossos convidados, no geral, parentes mais próximos. Na ocasião da gravação dos vídeos, a Penélope aprontou uma das suas, e deixou alguns 4x4 (caríssimos, diga-se de passagem) com inveja e desejando serem fuscas (o fato será detalhadamente narrado em outra postagem). Tudo transcorria melhor do que o pensado! Era, realmente, a nossa cara!

Já mais perto da importante data - estrategicamente escolhida por também ilustrar o enforcamento de Tiradentes - nossa viatura oficial de transporte recebeu os mimos que a ocasião impõe, gozando um dia de caprichado banho e enceramento. O feito, além de deixá-la mais bela para a aparição em público, também objetivada não deixá-la com muita inveja da noiva (que estaria deslumbrante), evitando que minha estimada Fusca resolvesse fazer birra num momento indesejável, já que ela é bastante sentimental (conforme relatamos aqui em outra história).

De volta a nossa garagem, já no dia da cerimônia, a viatura recebeu seus merecidos adornos de ocasião. Mantendo a antiga tradição, amarramos latinhas em sua traseira. Considerando-se que o noivo não bebe, mas é viciado em refrigerante, fizemos questão de alocar apenas latas da Coca - Cola, sendo que muitas das quais ostentavam nomes de membros das nossas famílias.



Para quem não sabe (como eu também não sabia), a tradição de amarrar latinhas na traseira do carro dos recém casados tinha como objetivo espantar espíritos ruins, invejosos e maus-olhados através do barulho provenientes das latas quando o veículo iniciava seu deslocamento. Deste modo, acreditavam os antigos, o casal de pombinhos apaixonados sairiam das festividades para suas casas espantando as coisas ruins, iniciando sua nova vida a dois da melhor forma possível, e sem eventuais reveses proporcionados por energias negativas. Explanações feitas (afinal de contas, o Blog da Penélope Viajante também é cultura), continuamos com a história.


Também decidimos dar de presente para a Penélope uma placa preta. Só que nesta, ao invés das letras tradicionais das placas constantes no documento do carro, estavam grafadas a data de 21/04/2016 (do nosso aguardado momento especial) além de nossos nomes, os quais ombreavam um coração.



Já que a placa preta do antigomobilismo virou comércio em muitos locais, por que não comprar logo uma?


Tudo estava ficando dentro dos conformes. Naquele momento, segundo fontes seguras (que faziam o serviço secreto de inteligência via whatsapp para mim), a noiva estava linda, já em vias de encerar o seu bem vindo dia da noiva, aprontando-se em seus toques finais. Que maravilha! A viatura também estava igualmente bonita e pronta!



Ops... faltava o noivo ficar pronto (já que para ficar lindo seriam necessárias difíceis, trabalhosas e caras providências). Tratei de me acelerar!


Alguns minutos depois, chegamos, a Penélope, eu e meu irmão ao Buffet Millenium. Devido à boa antecedência do horário (detesto chegar atrasado nos compromissos, sobremaneira neste), estacionamos bem na porta de acesso ao evento, quando minha estimada Fusca tomou o seu lugar de destaque, posicionando-se estrategicamente para quando os noivos fossem sair após o término do casamento.

Na sequência, adentrei ao salão aonde ocorreria a cerimônia e o jantar. Foi exatamente neste instante, e apenas aí, que caiu a ficha: eu iria casar!

Caramba... será que eu estaria preparado para isso?

Por via das dúvida, resolvi bater em retirada. Mas quem disse que a Penélope ligou?

Brincadeirinha...

Fugir não passou pela minha cabeça. E, se o fizesse, certamente ela teria ligado. Ou não...



Meus dois amores. Elas se tornaram grandes amigas após nossos passeios de amigos, encontros de namorados, off road de noivos... bem capaz que não teria ligado mesmo! Afinal de contas, a Penélope nunca se opôs ao nosso relacionamento (ao contrário do Tropeço, que tentou de todas as formas disputar a minha preferência e no fim acabou sendo derrotado pela, na época, namorada), aceitando bem e sem histerias ser "apenas" nossa viatura preferida!


Num instante seguinte, como num piscar de olhos, a cerimônia começou. Conforme os convidados chegavam, os comentários acerca do bonito Fusca estacionado lá na frente eram a mim proferidos, os quais, oportunamente, erram corrigidos: É A Fusca! É A Penélope! É uma moça!

Passado alguns minutos iniciamos os rituais e cerimoniais. As músicas tocadas, selecionadas a dedo, exaltaram ainda mais a emoção de todos!

Foi quando a noiva chegou. A partir dai, toda a atenção passou a ser dela. Justo, afinal de contas, a noiva é a parte mais importante de tudo...

Para manter certa tradição, na sequência iniciou-se a clássica marcha nupcial. Eita... agora não daria mais para arremeter... Game Over!

Foi quando ela curvou a direita, marchando sobre o tapete vermelho, aproando-me. Nossa! Como a minha noiva estava linda! Um maravilhoso vestido, tradicionalmente branco, ressaltava a sua beleza. Ostentava um sorriso incontido, promovendo-me grande tranquilidade interior. Era ela a garota certa! A garota da minha vida!

Por questões internas de não conformidades, pularemos a parte da cerimônia religiosa e cívica do padre (ou seria reverendo?) para evitarmos desvios que nos direcionem a outros assuntos, os quais, ainda que importante de serem debatidos, usurparão um bom tempo e desviarão o foco principal deste certame.

Ao término desta primeira parte do evento, saímos do local da cerimônia para realizarmos as fotos externas.



Para nossa surpresa, a equipe de fotógrafos confessou que havia adorado a ideia do casamento com a participação de um Fusca (de uma Fusca, oras bolas!). Alegres e prestativos, o pessoal da Klic Reportagens e Eventos mandou ver nos Klics. Fotos e mais fotos registraram este fantástico e único momento de nossas vidas!


Finda a sessão que eternizou em fotografias esta feliz memória, adentramos novamente ao salão para continuarmos as comemorações.

Na oportunidade, apresentamos aos convidados o nosso topo do bolo, o qual foi idealizado e confeccionado por um casal de amigos (Fernanda Menin e Ricardo Hussne), os quais, com uma criatividade e habilidade artística ímpares, materializaram-nos (a noiva, o noivo e a viatura) de forma impressionantemente divertida!



A noiva, o noivo e a Penélope. Fielmente personalizados neste criativo, emocionante e divertidíssimo topo de bolo!


É uma pena que, embora fantástica, uma festividade deste tipo demanda muito do escasso tempo dos noivos. Assim, conseguimos dedicar pouco tempo a cada um dos convidados presentes, todos eles pessoas que tem inestimável importância para nós.

Tudo passou tão rápido que, quando menos percebemos, era hora de ir embora!

Saímos do salão e adentramos à Penélope.



Juro que percebi um barulho diferente naquele motor após a partida. Parecia um som mais alegre e feliz do que o de costume! Não acredito que tenha sido um devaneio meu, pois eu não bebo. Afinal, ela sabia que estava participando de um dos momentos mais felizes e importantes de nossas vidas juntos e certamente estava honrada com isso!


Agora marido e mulher, fomos embora para a nossa nova residência, escoltados pela orgulhosa Penélope, cujo deslocamento promovia a bateção das latinhas amarradas no seu para choque, as quais, ao se arrastarem no chão, produziam o som que afastaria o lado negro da força que, por ventura, tentasse nos atrapalhar nesta nossa nova jornada, iniciada há poucos instantes.

Juntos, norteados pelo amor, seremos felizes para sempre!


Nos vemos na estrada! 

Um comentário :

  1. Adorei toda a narrativa.. e quero conhecer a Penélope.. beijos e sejam felizes!!!!

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