Um Blog para todos que adoram Fuscas, Aventuras, Passeios, Viagens, Off-Road e carros em geral!

Viagens e Passeios: Cachoeira dos Pretos, Serra do Lopo e Pico do Lobo Guará

2 comentários

Penélope no topo do Pico do Lobo Guará em Extrema - MG. Apesar do local não oferecer grandes dificuldades de acesso em dias de sol, a grande beleza da paisagem é a recompensa pela chegada ao cume!


Ainda que não consigamos fazer isso com a frequência que desejamos, sempre que plausível colocamos uma das viaturas na estrada. E, neste caso, foi a vez da Penélope! O destino seria a região do sul de Minas Gerais, que faz divisa com o São Paulo.

Para quem não conhece, esta região do sul de Minas é uma das mais fantásticas e abençoadas terras deste Brasil. Lá existem belezas naturais infindas, muita natureza, pequenas cidades e, para quem curte off-road como nós, muitas estradas de terra! Na verdade, deslocar-se por estes locais é muito mais fácil e rápido através das estradas de chão, pois elas cortam distâncias e são relativamente bem conservadas. Pode-se ir para diversas cidades de SP e de MG apenas por caminhos vicinais. Uma delícia! Estando o viajante de Fusca, então, melhor ainda: desconheço automóvel que trafega com a mesma qualidade nestes caminhos interioranos do que os nossos valentes besouros.

Logo pela manhã iniciamos a viagem para o passeio por aquelas terras abençoadas. Seguimos num diminuto comboio: a Ma e eu com a Penélope e um casal de amigos (Tati e Du) com uma valente Fiat Strada Adventure. Ainda que praticamente qualquer automóvel consiga fazer o roteiro que fizemos, é sempre melhor estar numa viatura ao menos mais alta (maior vão livre do chão).

Saindo de São Paulo (Capital), seguimos pela Rodovia Fernão Dias até Atibaia (SP), quando pegamos a Rodovia Dom Pedro até Bom Jesus dos Perdões (SP). De lá seguimos por uma bonita estrada asfaltada até Piracaia (SP), caminho pelo qual pudemos desfrutar um pouco da beleza da Represa que leva o nome da cidade. Pouco depois, chegamos na primeira parada do passeio, em Joanópolis (SP) para um rápido lanche matinal. Até então, rodamos aproximadamente 120 km em 02 horas, num ritmo adequado ao passeio.

Relativamente perto de São Paulo, Joanópolis é conhecida como a terra do lobisomem. Diz a lenda que a presença de Lobos - Guará é constante na região, o que, no passado, causou confusão nos habitantes da pequena cidade, fazendo-os afirmar que lobisomens eram visitas constantes e ilustres naquele local. Prefiro acreditar que os simpáticos joanopolenses confundiam o lobo com a suposta besta. Até porque quero rodar tranquilamente por aqueles caminhos à noite, sem me preocupar com possíveis ataques de personagens folclóricos, inclusive de zumbis...
De qualquer modo, é divertido ver a cidade caracterizada como a Cidade do Lobisomem. É possível, inclusive, tomar alguns sustos com os enfeites em tamanho real (?) que ficam espalhados por todos os cantos da cidadezinha.

Nossa primeira atração em Joanópolis foi a famosa Cachoeira dos Pretos. Distante aproximadamente 18 km do centro da cidade, chega-se até ela por uma estrada de asfalto de pista simples. No local, pagamos R$ 10,00 por carro para podermos usufruir do estacionamento. Vale mencionar que a infra-estrutura do local é boa, estando disponíveis: restaurantes, banheiros, passeios de pedalinho, passeios de jipe até o topo da cachoeira, e até mesmo passeios à cavalo. Por R$ 20,00 por pessoa, desfruta-se de quase uma hora de montaria. Optamos por esta atividade, então, quando tive a oportunidade de realizar minha cavalgada num legítimo burro (e, antes que algum infeliz membro de qualquer ParTido político venha me aborrecer com seus discursos pífios de conflitos de classes, ressalto que promovi minha montaria num animal quadrúpede de fato, e não em algum idiota-útil que ajuda a manter o status quo da podre política nacional). 



Cachoeira dos Pretos em Joanópolis: embora a imagem não deixe transparecer de forma adequada, a queda d'água é grande. Bela cachoeira!



É possível atingir facilmente as águas da cachoeira. Vale a pena colocar ao menos a mão na água para sentir uma renovação interior (e um frio absurdo nos dedos).



A Cachoeira dos Pretos oferece uma boa infra-estrutura para o visitante, inclusive com restaurante e atividades recreativas diversas, como o passeio a cavalo, que foi a nossa opção.


Após nos sentirmos como verdadeiros cavaleiros e amazonas, paramos para almoçar no restaurante O Caipirão, o qual fica na estrada que liga Joanópolis à Cachoeira dos Pretos, a aproximados 6 km do centro da cidade. A comidinha mineira estava gostosa, sendo que a mesa de pratos quentes ostentava vários opções típicas. O sistema da casa é de self-service à vontade, incluso sobremesas. O ambiente era agradável e destaco como algo extremamente positivo o fato de eles venderem Coca Cola de 1 litro de vidro! Findo o oportuno almoço, a conta para cada casal ficou em aproximados 85 reais, o que julgo ser satisfatório. Não é um excelente custo-benefício, mas, também, não é caro. Digamos que é um preço justo pelo que é oferecido.



Ambiente agradável, comida típica e Coca Cola de vidro! É sempre muito bom um almoço destes!


Na sequência, subimos para a Rampa de Voo Livre, cruzando, para isso, os caminhos da Serra do Lopo. A subida por Joanópolis é relativamente tranquila, já que possui calçamento nos pontos mais críticos. Mas sugiro ter cautela em dias de chuva: uma trilha leve pode se tornar complicada quando seu solo está molhado, ainda que o trajeto de aproximados 10 km não seja nada tão distante.

Da rampa de voo, o visual para a Represa de Piracaia é fantástico! Pode-se enxergar Joanópolis, a cidade de Piracaia, a Pedra Grande de Atibaia... passamos alguns momentos gostosos por lá. Mas, como o fim da tarde se aproximava, decidimos prosseguir com o nosso roteiro, já que ainda faltava a subida para o Pico do Lobo Guará. Considerando-se que a rampa de voo fica praticamente na divisa dos Estados (SP e MG), entre Joanópolis e Extrema, os tempos despendidos em deslocamento são relativamente curtos.



A Rampa de Voo Livre fica na divisa de São Paulo e Minas Gerais, no meio do caminho entre Joanópolis (SP) e Extrema (MG), no alto da Serra do Lopo. A vista é maravilhosa, podendo-se contemplar, em dias de sol, toda a beleza da região!


Da rampa, então, prosseguimos para Extrema (MG). A decida por este caminho é muito mais fácil do que por Joanópolis, sendo que a maior parte do caminho está calçada ou asfaltada, não apresentando maiores dificuldades mesmo num dia de chuva.

Em Extrema, seguimos pela estrada que passa pela Cachoeira do Salto, que seria outro local a ser visitado.Mas, pelo adiantado da hora, decidimos ir direto para o Pico do Lobo Guará, o qual está a aproximadamente 15 km do centro de Extrema.

O acesso a este pico se dá por estrada de terra bem conservada, com trechos asfaltados nas partes mais críticas, haja vista que existem inclinações consideráveis e curvas extremamente fechadas, condições estas que seriam complicadas para um carro 4x2 de tração dianteira se não houvesse o asfalto. Soma-se a isso o fato de existirem verdadeiros desfiladeiros para os lados, criando-se uma condição que exige atenção por parte do motorista, além de, obviamente, um carro confiável e com os freios bem conservados. Subir em primeira marcha com o giro mais elevado (na faixa de torque máximo) é importante para não forçar o motor. A porteira sinaliza que a propriedade é privada e, também, demarca a proximidade do cume. As paisagens, tanto no caminho quanto no topo do pico, são fantásticas! Pena que as habilidades fotográficas dos participantes do passeio limitem a demonstração da maravilhosa vista que pudemos contemplar!



Do topo do Pico do Lobo Guará é possível ver a Rodovia Fernão Dias, além da cidade de Extrema - MG e outras próximas. Um "prato cheio" para quem gosta de contemplar vistas assim!



Chegamos um pouco tarde no Pico do Lobo Guará, de forma que o tempo foi escasso para contemplar tamanha beleza.



A Penélope ao lado da valente Strada Adventure, que também cumpriu o roteiro do passeio com plena operacionalidade!


Como a hora já estava adiantada, o frio começava a chegar com força. O vento forte criava uma sensação térmica mais baixa do que a temperatura real, incentivando-nos a iniciar a decida para o regresso.

A primeira marcha bem reduzida do Fusca ajuda nesta hora, atuando como um potente freio motor. É imprescindível se valer deste recurso, haja vista que perder o freio por ferver o sistema, naquelas condições, não é algo nem um pouco saudável...

Após alguns instantes, já noite, chegamos na Fernão Dias, quando iniciamos efetivamente o retorno para a casa. Em menos de duas horas, já estava estacionando a Penélope na garagem.

O saldo do passeio foi extremamente positivo. Rodamos aproximadamente 350 km neste dia, entre estradas de terra e de asfalto, contemplando paisagens belas, vistas diferentes, um pouco de aventura... sempre com excelente companhia e, claro, brincando com as viaturas! Ainda que tenha sido necessário rodar grande parte do tempo com marchas reduzidas e com grandes cargas no motor e elevadas RPM, a Penélope gastou um pouco menos do que um tanque inteiro, o que considero excelente.

Mas, eu confesso. Eu já não vejo a hora de voltar para lá de novo. Agora, porém, num dia de muita chuva! Afinal de contas, a Fuca voltou limpinha demais... e ela adora se sujar no barro!



Não, caro leitor! A Fusca não está rebaixada em sua suspensão dianteira: a inclinação do local, nada desprezível, foi suficiente para baixá-la! Mas, como um pouco a mais de altura nunca é demais... quem sabe!


Nos vemos na estrada!

2 comentários :