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Viagens e Passeios: Pedra do Jair (Sapucaí Mirim - MG)

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Quem possui um Fusca ou um 4x4 e gosta de empregá-los em seu melhor e mais natural habitat certamente utiliza muito do seu tempo vago (ainda que por vezes raro) para procurar locais diferentes e destinos inusitados para passear. A ideia primordial é tentar unir, sempre que possível, o relaxamento de uma aventura na natureza, belas paisagens, comida gostosa e, claro, um pouco de diversão ao volante no fora de estrada. A conquista do objetivo é geralmente muito gratificante!


Confesso que me surpreendi quando conheci a Pedra do Jair, localizada no município mineiro de Sapucaí Mirim. Não apenas por sua incontestável beleza, mas, também, por já andado pela região por diversas vezes e jamais tê-la conhecido. E, para atiçar a minha já nada moderada ansiedade, durante uma dedicada pesquisa sobre o atrativo, descobri que, ao pé da Pedra do Jair, existe o Restaurante Pedra do Jair, cujos pratos, ilustrados por fotos na internet, fizeram-me ficar extremamente afoito em conhecer o local (sim, eu sei, é coisa de gordinho...).

Foi quando, numa conversa com os amigos do off-road, surgiu o interesse de organizarmos um passeio até a bela região. Além das atrações supracitadas, a vontade de reunir novamente a nossa turma (que anda um pouco afastada) foi forte aliada nos esforços individuais para o alinhamento das agendas, de modo que, finalmente, conseguimos marcar uma data para nos enveredarmos pelos caminhos desconhecidos dessa aventura. Embora, infelizmente, nem todos pudessem estar presentes, fazia um bom tempo que não partíamos em comboio para uma viagem do tipo.

O grupamento seria composto pela Penélope (transportando a mim e a esposa aventureira), pelo nosso amigo aeromodelista Neto (quem, pela primeira vez, estaria participando de um passeio desse tipo com o seu Fusca), pelo Juninho (com os amigos Fernando e Adrieli, que vieram de Borborema – SP especialmente para a missão, rodando mais de 1.000 km no fim de semana, retribuindo a visita da Penélope, relatada nesteBlog) e, fechando o grupamento, o valente Jimny 4All do nosso estimado amigo Luiz Gomes, que se faria acompanhar do Fernando Miguel (companheiros de algumas bagunças também aqui contadas em postagens anteriores). Tudo estando combinado, faltaria o mais difícil: segurar adequadamente a ansiedade até o grande dia!

Na madrugada do dia combinado para o passeio, precisamente as 04:30 da manhã, fico sabendo, por mensagens de Whatsapp, que o Juninho, em seu início de deslocamento para o ponto de encontro, está apresentando uma pane estranha na estrada: repentinamente ele perde toda a parte elétrica (luzes, farol, ignição, enfim, tudo), voltando a funcionar após o seu delicado piloto esmurrar o seu volante. Isso acontece de forma constante, deixando o Fernandinho e a Dri incomodados e, não sem motivos, preocupados. Imediatamente passei a tentar entender a situação, estudando acerca do problema para, algum tempo após, telefoná-los com o provável diagnóstico: provavelmente o problema estaria ligado a um dos fios principais do besouro (aquele mais grosso que sai da parte de trás do carro, alimentando o veículo em seu necessário suprimento elétrico). Na mosca: ele estava apresentando mau contato devido a uma acoplamento inadequado e, após ser devidamente fixado, não mais apresentou a desagradável falha.

Conforme acertado entre os participantes, encontramo-nos no Posto Dom Pedro em Atibaia – SP logo pela manhã. O Neto, talvez pela ansiedade do primeiro passeio e por residir mais próximo do local, foi o primeiro a chegar. Na sequência, chegamos, praticamente juntos, o Luiz, o Fernando e nós com a Penélope. Faltavam, então, apenas os nossos corajosos amigos do interior de São Paulo, que chegariam alguns instantes após devido aos atrasos decorrentes da pane que enfrentaram (além, é claro, da grande distância). Obviamente, estavam perdoados por todos, haja vista que estavam realizando um grande feito!

Com a turma reunida, iniciamos o deslocamento rumo à Camanducaia – MG, onde abandonaríamos a Rodovia Fernão Dias para pegar a estrada que nos levaria à Pedra do Jair. Saímos em comboio, com a Penélope liderando e o Jimny fechando o grupamento. A configuração escolhida serviria para, conforme uma brincadeira muito infeliz minha, o Suzuki “ir pegando as peças dos fusquinhas que fossem caindo pelo caminho”.

Não deu outra! O Juninho ouviu o meu desastrado e inoportuno comentário e resolveu aprontar novamente, desta vez para se vingar: perto de Extrema – MG, decidiu soltar a sua alavanca de câmbio na mão do Fernandinho (que, naquele momento, passou do êxtase pela grande viagem à plena frustração promovida pelos problemas decorrentes). Por infortúnio, eu estava distraído alinhando o horário de almoço e a quantidade de pessoas com o pessoal do Restaurante Pedra do Jair e acabei não vendo pelo retrovisor o comboio parando no acostamento para socorrer um de seus intrépidos integrantes. Por sorte, o pessoal do Jimny estava levando um rádio comunicador e conseguiu reportar o acontecimento à nós na Penélope.



Numa rapidez invejável, nosso comboio parou no acostamento e já iniciou a investigação preliminar do problema!


Como eu estou acostumado a passar pela região em viagens à serviço, informei à turma que alguns quilômetros adiante existia um posto com uma adequada infraestrutura (Auto Posto Pururuca), a qual nos auxiliaria a verificar melhor os danos ocorridos no besouro. Assim, tendo o Neto conseguido engatar a segunda marcha no carro, o comboio se deslocou até o local por mim sugerido. Após uma breve reunião, decidimos que eu iria com a Má e com a Penélope tentar encontrar um mecânico na cidade (até porque Minas Gerais é um verdadeiro paraíso para os VW Sedan, já que muitos exemplares por lá rodam), enquanto que eles ficariam tentando resolver a pane no local. Uma das duas alternativas certamente resolveria o nosso revés (embora eu tenha descoberto, algum tempo depois, que eles na verdade ficaram brincando de fazer test-drive no jipinho japonês...).

Depois de rodar alguns quilômetros dentro de Extrema, deparamo-nos com uma funilaria repleta de Fuscas: havia pelo menos três deles na rua, e mais outro tanto na parte de dentro. Comentei para a Má que, nesse tipo de confraria de besouros, certamente o problema seria resolvido. Alguém saberia arrumar ou indicar quem arrumasse.

Como a porta do estabelecimento estava aberta, adentrei parcialmente ao local. O diálogo que se seguiu foi mais ou menos isso:

- Senhor, bom dia! Estamos fazendo um passeio com uma turma de Fuscas pela região, e um deles teve uma quebra da alavanca de câmbio. O senhor poderia realizar o serviço, ou saberia quem indicar? Em caso afirmativo, eu pedirei para o pessoal se deslocar até aqui, pois eles estão lá parados tentando solucionar a pane (não estavam, como disse anteriormente...).
- Rapai, mai o cê já comprou a alavanca de câmbio?
- Não comprei, não.. Seria melhor o senhor dar uma olhadinha primeiro, pois, se tiver que comprar algo a mais, já compramos tudo junto, não?
- Uai! Cê já devia tê comprado a alavanca!
- Vamos olhar primeiro, né? Aí verificamos o que precisa e eu saio a procura de tudo...
- Rapai! A alavanca num tá quebrada?
- Está!
- Então o cê vai tê di compra uma de qualquer jeito, uai!

Confesso que fiquei um pouco irritado com a insistência do caboclo na bendita alavanca de câmbio! Afinal de contas, até então não sabíamos ao certo o que tinha acontecido e se seria só a alavanca...

Assim que o comboio chegou escoltando o Juninho, o Sr. Salvador (o insistente mineiro do diálogo acima) passou a verificar o que ocorreu e exclamou: “Precisa di comprar a alavanca, uai, num disse pro cê?!"



Uma verdadeira legião de Fuscas estacionados em frente à oficina do Sr. Salvador!



Vale mencionar que o pessoal da San Motos a todo tempo nos ofereceu água, banheiro e sombra, comprovando a já conhecida cordialidade mineira.


Saímos o Fernando Zuliani (dono do Juninho) e eu à procura da peça. Neste momento, ele me confessou que estava chateado com a situação, pois, além do desgosto que tais acontecimentos normalmente geram, temia estar atrapalhando o passeio do pessoal. Expliquei-lhe que, em nossa turma, somos norteados pelo seguinte lema: entra junto, sai junto! Ou seja, enquanto estiver conosco, todos estaremos nos ajudando mutuamente, de forma a todos completarmos a missão, sobremaneira quando está conosco gente da estirpe do Fernando Miguel, amigo de longa data desse tipo de aventura, que sempre está disposto a ajudar no que puder para o pleno êxito do passeio! E, nesse grupo distinto, independentemente da situação, a diversão é garantida, conforme ficou comprovado nas muitas gargalhadas e brincadeiras enquanto o Fusca rebelde era reparado.

Quando retornamos à oficina do Seu Salvador, sem a bendita peça em mãos (não a encontramos em nenhuma autopeça) o Fusca do Neto já estava recebendo uma merecida regulagem, com peças de Fusca de fato (o Neto confessou que estava empregado algumas pecinhas de motores de aeromodelos no seu brinquedo de quatro rodas). Sem outras opções plausíveis, sugerimos que o nosso novo amigo mineiro tirasse uma alavanca de um dos seus Fuscas e a instalasse no Juninho. Afinal, ele poderia comprar outra depois com mais tempo e o nosso grupo poderia prosseguir em seu passeio. O Seu Salvador concordou com a proposta e, em poucos minutos, o revoltado besouro estava pronto para prosseguir viagem.

O reparo dos dois VW Sedan, inclusa a alavanca e a mão de obra, ficou em trinta reais. Sim, você leu certo: R$ 30,00! Ao ficar sabendo disso, desci da Penélope ( que já estava com o motor acionado, pronta para reiniciar o deslocamento), fui até o Seu Salvador e o parabenizei. Não tanto por sua distinta habilidade e conhecimento no carrinho, mas, principalmente, por seu caráter elevado! Indubitavelmente, muitas pessoas teriam se aproveitariam da situação e cobrariam um valor bastante extrapolado, haja vista que não tínhamos muitas opções viáveis naquele instante e também não queríamos abandonar o roteiro!



Neto (a esquerda) faz questão de posar junto ao lado do Seu Salvador, um grande exemplo de honestidade, integridade, honra e caráter, qualidades estas tão raras e escassas em nossa sociedade nos dias atuais.



Fernandinho Zuliani (a direita) fazendo questão de registrar esse momento ao lado do Sr. Salvador, verdadeiro salvador do dia (perdoem o previsível trocadilho).


O azar durante o trajeto se tornou uma verdadeira lição de vida, merecendo honrosa menção no Blog da Penélope. Aliás, é oportuno mencionar que uma das coisas mais interessantes no universo dos Fuscas é exatamente esse tipo de experiência que somente o carro mais famoso do século pode proporcionar, haja vista que desconhecidos se unem de verdade por conta dele! É inacreditável a magia que o carrinho acaba criando, meio que sem querer, entre as pessoas!

Animados, felizes e surpresos com tudo o que vivenciamos nesses momentos ao mero acaso, voltamos à estrada!

Pouco tempo depois, logo ao adentrar à Camanducaia, recebemos por minha mãe a triste notícia do falecimento da Dona Elpídia, nossa tia-avó, residente em Borborema – SP, a quem prestamos nossa singela homenagem neste momento. A distância existente naquele instante entre o local que estávamos e Borborema impedia qualquer ação de deslocamento em tempo hábil (até mesmo porque velocidade não é uma característica inerente aos nossos bólidos). Deste modo, ainda que chateados pelo ocorrido, descartamos a possibilidade de abandonar a formação e focamos no objetivo de chegar ao Restaurante Pedra do Jair.



Camanducaia é uma típica cidade mineira: pequenina e tranquila!


De Camanducaia ao restaurante seriam 35 km de estrada de terra em boas condições, a qual seria balizada pelo GPS Google Maps do nosso celular. Mesmo com uma pesada chuva que pegamos pelo caminho, não encontramos nenhum trecho de dificuldade, permitindo-nos afirmar que qualquer veículo 4x2 pode se aventurar nessa estrada e, por conseguinte, ir até o Restaurante Pedra do Jair.

Com a permissão do leitor, gostaria de destacar um momento extremamente gostoso que vivenciamos, quando, com os vidros abertos, fomos acariciados pelas gotas da água da chuva, as quais se faziam acompanhar de um delicioso cheiro de mato molhado. Nos deleitamos com essas sensações enquanto contemplávamos o visual campestre das montanhas, cujas formas se escondiam atrás das nuvens, cegadas pela redução da visibilidade proporcionada pelas partículas de água que caiam do céu. Acostumados que estamos com a modernidade, com a correria, com os afazeres, acabamos nos esquecendo do quão mágicas e agradáveis são essas situações típicas do interior, as quais comprovam que, de fato, as melhores coisas da vida residem nestes instantes de plena simplicidade! Perdoe-me, estimados leitores, por não possuir a habilidade necessária para transmitir-lhes, por palavras, todas as sensações inigualáveis vivenciadas durante aquele trajeto sob a chuva... mas garanto-lhes que foram momentos inesquecíveis!



Comboio iniciando o deslocamento pelos 35 km de estrada de terra de Camanducaia ao Restaurante Pedra do Jair.



A cada momento, o tempo ia piorando em nossa rota.



Como já dissemos em outras oportunidades, não existe nada melhor do que um Fusca com os pneus originais diagonais para rodar por estradas de chão!



Enquanto que para muitos uma chuva torrencial e 35 km de estrada de terra seria algo temeroso, para o nosso grupamento esta condição significa apenas diversão! Detalhe para a legenda da foto: por que cada Fusca está indo para uma direção? Também não sei o que responder...



A estradinha nos revelou belezas naturais agradáveis, além de algumas simpáticas vilas pelo caminho.



Alguém poderia por favor informar às pessoas que fizeram estas placas que os caminhos percorridos podem ser transpostos até por modernos e caros veículos 4x2 de plástico?


Já próximos do Restaurante, encontramos um casal em uma bela Pajero Dakar que estava tentando chegar à Pedra do Jair, mas, ao que parece, tinha errado uma das bifurcações da estrada. Informamos que acreditávamos estar indo para lá  e que se quisessem poderiam nos seguir (não podia afirmar com plena convicção que estávamos no caminho correto, até porque não o tinha percorrido antes e, não raro, o Google Maps comete alguns erros de rota, mas vale mencionar que a forma pela qual disse isso ao pessoal os deixou um pouco encafifados...).

Alguns minutos após, chegamos no tão aguardado local (finalmente iríamos comer!). A vista da Pedra do Jair ao fundo do restaurante ostenta uma beleza indescritível, servindo como um verdadeiro plano de fundo para aquela visão que mais parecida uma obra de arte de distinta beleza!



A vista da Pedra do Jair na chegada do restaurante é algo impressionantemente belo!



O Restaurante Pedra do Jair oferece uma infra-estrutura muito bacana para os visitantes! Altamente recomendado!



Viaturas estacionadas com o Restaurante ao fundo.


A recepção dos proprietários do restaurante é realmente diferenciada, corroborando muitos relatos que isso informavam. A comida estava à disposição para nos servirmos. A primeira “passagem” sobre o fogão à lenha serviu para um reconhecimento visual do objetivo. Naquele instante, mentalmente criei meus alvos prioritários e servi-me de uma considerável pratada de arroz, linguiça caseira, pernil de porco à pururuca e batatas fritas rústicas. Esbaldei-me em pelo menos mais outros dois “rasantes” sobre a pista de comida (e neste instante, esfomeado leitor, confesso que também estou quase babando no teclado, tamanha quantidade de água na boca ao recordar daquele almoço...), tudo isso regado à Coca-Cola de 2 litros vendida no local (ah! como eu gosto quando os estabelecimentos oferecem este porte de garrafa de refrigerante).



A mesa de comida apresenta algumas gostosuras feitas de forma mineiramente "caseira"!



Um almoço realmente diferenciado!


Ao término do divido almoço, duas agradabilíssimas surpresas: o valor da conta (R$ 42,50 para mim e para a Má, juntos, já incluso o refrigerante!), e a possibilidade de deitarmos em redes sob árvores para contemplar a paisagem lindíssima do local, enquanto respiramos ar puro (com o sabor do campo). Tal feito é importantíssimo, permitindo que o seu organismo se recupere depois de se empanturrar em um verdadeiro banquete!

Após um breve descanso, decidimos iniciar aquele que seria o ponto alto da aventura off-road: a trilha que nos levaria do restaurante ao cume da Pedra do Jair!

Para esse trecho, o Jimny iria na frente, de modo a poder socorrer os Fuscas em caso de necessidade. Quem não conhece esse jipinho da Suzuki acaba se enganando com a carinha bonita dele, a qual esconde um legítimo jipe 4x4 à moda antiga. Alguns metros à frente, percebemos que esta decisão fora acertada: no trecho mais difícil da subida, a terra úmida e lisa se aliou ao percurso íngreme e repleto de erosões. Como consequência, os besouros não dispunham da tração e do curso de suspensão necessários, sendo, por conseguinte, derrotados pelo obstáculo. Mesmo a Penélope com os competentes pneus militares (embora comandada por um motorista medíocre) não conseguiu vencer o desafio, ainda que diversas metodologias tivessem sido promovidas. Para evitar alguma quebra, acabei optando por não tentar transpor o local com o emprego de muita energia cinética, ou seja, com grande embalo (existia o risco de o carro sair do trilho e bater forte numa erosão grande, o que certamente provocaria danos consideráveis). Desta forma, coube ao Luiz e seu valente Jimny iniciar o reboque de cada um dos Fusquinhas.



A "trilha" do restaurante ao cume da Pedra do Jair, embora tenha começado relativamente tranquila, foi, gradativamente, aumentando a sua dificuldade.



No ponto mais complicado do passeio, todos os Fuscas necessitaram da importante ajuda do Luiz e seu valente Jimny!



Para permitir que o Suzuki iniciasse o resgate a partir de um ponto com mais tração, emendamos algumas cintas de reboque, originando um cabo de muitos metros de comprimento. Tal feito causou espanto no piloto do Juninho, já que o Fernandinho não esperava que o grupamento estivesse tão bem equipado, com essas e outras ferramentas imprescindíveis para o fora de estrada. Não fosse isso, talvez o nosso herói do dia tivesse tido mais dificuldade para auxiliar as demais viaturas.



Um a um, os 4x2 foram auxiliados pelo único 4x4 do grupo. A partir de então, o caminho, embora ainda um pouco técnico, não mais apresentou algum obstáculo capaz de deter os valentes bólidos da Volkswagen.



O Juninho, mesmo com seu potente motor 1.6 Tork não conseguiu lograr êxito na superação do obstáculo (em que pese os maiores problemas serem realmente a falta de curso de suspensão e de tração do piso / pneus).



Apesar de enganar quem não conhece, o Jimny é um dos mais valentes e capazes 4x4 vendidos no Brasil.


Perto do cume da montanha, a estrada se torna bastante estreita, com barrancos em seu perímetro, tornando a transposição de cada atoleiro um momento de adrenalina e emoção, já que um erro de maior dimensão pode ocasionar um acidente grave ou até mesmo fatal.



As condições do terreno da pequena trilha (que tem por volta de 2 km) permitem uma boa dose de diversão com as viaturas!



A paisagem é deslumbrante durante praticamente todo o trajeto até o cume da Pedra!


Finalmente, alguns metros adiante, atingimos o nosso objetivo: o cume da Pedra do Jair.

Diante de minhas limitações enquanto escritor, novamente pedirei desculpas aos nossos caríssimos leitores. Mas, de modo inconteste, é impossível transmitir-lhes por palavras a vista de lá de cima. Poderia dizer-lhes que lá do alto contempla-se toda a cadeia de montanhas da região. As paisagens formadas pelo relevo, cujas formações se alternam num espetáculo de rara beleza, permite-nos percorrer com um olhar atento a variedade de bonitas faces da fauna nos trezentos e sessenta graus possíveis de serem observados daquele local. Perdendo-me e pensamentos, enquanto degustava o sibilar saboroso do vento nas arestas da montanha, longe dos sentimentos mundanos menos evoluídos, percebi o sol vaidoso caindo em direção ao poente para se esconder atrás daquelas distintas montanhas. Tudo isso acompanhado da esposa companheira, da viatura predileta, dos amigos, da paz e da calmaria que sussurra diretamente em nossa alma. Desnecessário mencionar que a sensação formidável experimentada é de estar no paraíso!




Será que a maioria dos proprietários de Fuscas sabem que seus bólidos permitem ver através de seus vidros paisagens como esta?



Há tempos não fazíamos isso: uma foto de toda a turma com as viaturas ao lado!



Por onde quer que se olhe, a vista é magnífica!



O Jimny e os Fuscas: uma combinação que deu muito certo!



Algumas destas fotos poderiam tranquilamente virar belíssimos quadros, não?



Viaturas multicoloridas trouxeram ainda mais beleza à linda paisagem!



É uma pena, mas as fotografias não conseguem registrar tão bem quanto nossos olhos a beleza de um lugar...


Com o princípio do cair da noite, decidimos iniciar o retorno. A descida, ainda que tenha exigido cuidados e atenção, revelou-se bastante tranquila, mesmo no trecho mais complicado que parou os besouros quando da subida. Retornamos pelos 35 km de estrada de terra em deslocamento noturno, quando ficou evidente que os faróis auxiliares da Penélope promovem uma iluminação adequada para esse tipo de evento.

Assim que adentramos à Rodovia Fernão Dias, o Neto e seu possante Fusca saíram da formação do comboio e aceleraram seu retorno para casa, uma vez que tinham compromissos particulares e já estavam mais do que atrasados.
  
A Penélope, o Juninho e o Jimny seguiram juntos até o Posto Dom Pedro em Atibaia, uma vez que o Fernando Miguel havia deixado o seu confortável (e caro) 4x2 de plástico lá estacionado para não o estragar com a da estrada de chão. Na sequência, o comboio novamente se separou, sendo que os dois Fuscas restantes retornaram juntos até São Paulo.



Juninho seguindo a Penélope em mais um retorno de aventura!


Chegamos tarde da noite em casa, bastante cansados (sobremaneira o Fernandinho e a Dri, que viajaram madrugada adentro com o Juninho para participarem do passeio). Mas, em que pese o desgaste físico, a mente estava descansada como em poucas vezes na vida.

Afinal de contas, não é sempre que tanta coisa acontece num só dia: amigos percorrendo muitas distâncias para uma aventura; descobertas de verdadeiras figuras humanas no interior; diversão e pilotagem no fora da estrada; superação conjunta de obstáculos por um grupo unido movido por um ideal; paisagens raras e incrivelmente belas, a viatura predileta e a esposa... tudo isso junto, culminando numa das histórias mais especiais postadas em nosso Blog até agora.

E acreditem... tem gente que ainda me pergunta qual a graça de ter um Fusca!

O álbum completo das fotos desse passeio pode ser conferido aqui, em nossa página do Facebook!


Nos vemos na estrada!

5 comentários :

  1. Foi o melhor passeio de 2017, por enquanto, fiquei impressionado ao ver o desempenho dos fuscas passando em alguns lugares críticos e a facilidade que o jipinho Jimny 4x4 passou por todos os obstáculos. Companheirismo, paisagens maravilhosas e comida deliciosa. Desfrutar algumas horas em contato com a natureza alimenta a alma. Obrigado Rodrigo por registrar de maneira exemplar esse passeio, que possamos fazer muitos outros.

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    1. Fe, temos de tentar fazer outros passeios do tipo! Com a turma, as companhias e as Viaturas fantásticas tudo fica mais fácil! Em breve esperamos você no comboio dos Fuscas e num futuro próximo todos nós num comboio de Jimny também rs

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  2. Muito bem escrito o roteiro e acontecimentos do nosso passeio. Durante a leitura, tive a sensação de viver novamente todas as emoções que tivemos naquele maravilhoso dia, apertando o peito pela saudade dos amigos e todo enredo vivido. Certamente este foi o meu primeiro de vários outros passeios que farei com essa turma inesquecível. Grande abraço

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    1. Esse texto foi escrito com um carinho especial. Que bom que gostaram. E que venham os próximos!

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  3. Sei que fuscas são valentes, (tenho um)
    mas confesso que não tenho mais coragem de por ele na "trilha".

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